Zema promete privatizar Petrobras e volta a defender impeachment de Moraes
Pré-candidato do Novo também criticou cotas raciais e apresentou propostas para 2026
Por: Redação
18/07/2026 • 17:40
O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, endureceu o discurso neste sábado (19) ao apresentar as principais diretrizes de sua pré-campanha. Durante um encontro nacional da legenda, realizado em São Paulo, ele voltou a defender a privatização da Petrobras, fez críticas à política de cotas raciais e reafirmou a intenção de apoiar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
As declarações ocorreram diante de lideranças do partido e reforçam a estratégia de Zema para ampliar espaço no eleitorado conservador de olho nas eleições presidenciais de 2026.
Em seu discurso, o político criticou ações do governo federal e afirmou que o país precisa abandonar políticas que, segundo ele, priorizam critérios raciais. "O Brasil não aguenta mais quatro anos de políticas de cotas, que enxergam primeiro a cor da pele e só depois a cor das pessoas", declarou.
Além disso, Zema voltou a defender uma agenda econômica baseada em privatizações e redução da participação do Estado, colocando a Petrobras entre as empresas que, em sua avaliação, deveriam deixar o controle estatal.
Plano de governo tem foco em segurança e economia
Durante o evento, o pré-candidato apresentou três pilares que pretende adotar caso seja eleito presidente: retomada de áreas dominadas por facções criminosas, combate ao que classificou como privilégios de autoridades e incentivo ao crescimento econômico.
Ao abordar o Judiciário, Zema voltou a direcionar críticas ao STF, especialmente aos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Segundo ele, uma eventual maioria no Senado poderia viabilizar pedidos de impeachment contra integrantes da Corte.
"Nessa eleição agora nós vamos construir uma maioria no Senado e vamos aprovar o impeachment de Alexandre de Moraes", afirmou.
O ex-governador também mencionou Gilmar Mendes, que move uma ação judicial contra ele após publicações críticas nas redes sociais. Durante a fala, declarou que continuará denunciando o que considera conflitos de influência entre autoridades públicas.
Zema comenta pesquisas e fala sobre vice
Questionado sobre o desempenho nas pesquisas eleitorais, que atualmente o colocam na faixa dos 3% das intenções de voto, Zema demonstrou confiança em um crescimento durante a campanha.
Segundo ele, sua experiência nas eleições estaduais de 2018 mostra que os debates podem impulsionar candidaturas menos conhecidas nacionalmente.
"Em 2018, meu nome só teve uma arrancada quando os debates começaram e o brasileiro viu que tinha um candidato diferente", disse.
Sobre a escolha de um candidato a vice-presidente, o político afirmou que ainda não há definição, mas destacou que pretende escolher alguém com ficha limpa.
Ricardo Salles também protagonizou discurso
O encontro do Partido Novo também foi marcado pelas declarações do deputado federal Ricardo Salles, pré-candidato ao Senado por São Paulo.
Durante sua participação, Salles fez ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), utilizando palavras de baixo calão, além de direcionar críticas às ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet.
O parlamentar ainda atacou integrantes da direita paulista, entre eles o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), a quem associou ao chamado Centrão e criticou por suposta ausência de posicionamento ideológico.
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