‘O Agente Secreto’ no Globo de Ouro: políticos de direita se calam após vitória
Apenas o ex-secretário de Cultura de Bolsonaro, Mário Frias, se pronunciou
Por: Sued Mattos
12/01/2026 • 14:17 • Atualizado
Os políticos da direita brasileira optaram por não comentar a vitória do prêmio 'O Agente Secreto', do diretor Kleber Mendonça Filho, e a vitória de Wagner Moura, na categoria de Melhor Ator pelo mesmo filme, na premiação internacional Globo de Ouro na madrugada desta segunda-feira (12).
A única exceção foi Mário Frias, ator e ex-secretário de Cultura no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nas redes sociais, o político criticou o filme de Kleber Mendonça Filho e emitiu críticas diretas ao ator Wagner Moura.
“Finge-se de revolucionário usando o nome do Brasil no exterior apenas para autopromoção”. “Critica a censura, mas vive confortavelmente nos Estados Unidos, usufruindo das liberdades do capitalismo que despreza”, disse Frias.
![]()
Reprodução / X (mfriasoficial)
Arte engajada
No filme, Wagner Moura interpreta o personagem Marcelo, um especialista na área de tecnologia que retorna ao Recife para ficar mais próximo do filho. A história se passa em 1977, período em que o Brasil vivia a Ditadura Militar.
Na vida real, Wagner Moura usa sua imagem e visibilidade para se posicionar em questões políticas, como no próprio discurso do Globo de Ouro e na manifestação da PEC da Blindagem, em Salvador, no ano passado.
O artista esteve na manifestação liderada pela cantora Daniela Mercury e discursou no trio.
Relacionadas
