Apenas Capitão Alden apoia CPMI do Banco Master na bancada da Bahia
Nenhum senador baiano assinou o pedido de investigação no Congresso
Por: Domynique Fonseca
15/01/2026 • 11:16
A Bahia tem apenas um representante entre os parlamentares que apoiaram a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master. Até a última atualização, realizada na quarta-feira (14), somente o deputado federal Capitão Alden (PL-BA) havia assinado o requerimento para instalação da comissão. Nenhum senador baiano consta na lista de apoiadores.
O pedido de instalação da CPMI reuniu 251 assinaturas, superando com folga o número mínimo exigido pelo Congresso Nacional. Ao todo, o documento conta com o apoio de 213 deputados federais e 38 senadores. Parlamentares do PT, PSOL e PCdoB não assinaram o requerimento.
A proposta de criação da CPMI foi apresentada pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) e tem como objetivo apurar a atuação do Banco Master, diante de indícios de irregularidades envolvendo a instituição financeira.
Relator da comissão que investiga as fraudes no INSS, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) afirmou que o foco dos trabalhos será a análise das operações do banco, especialmente no que diz respeito aos empréstimos consignados oferecidos pela instituição. Segundo ele, outros temas que não guardem relação direta com essas operações não integram o escopo da investigação.
Gaspar também destacou que o relatório final não deverá excluir eventuais responsabilidades políticas ou administrativas. De acordo com o relator, pessoas citadas no curso das apurações poderão ser chamadas para prestar esclarecimentos, conforme decisão do colegiado.
Entenda o caso
O Banco Master entrou no centro das investigações após a prisão de seu controlador, o empresário Daniel Vorcaro, em novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, pela Polícia Federal. Ele foi detido quando tentava embarcar em um voo particular com destino ao exterior.
Horas depois, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição e determinou o bloqueio dos bens dos controladores e ex-administradores. A medida interrompeu uma negociação de venda do banco que previa aporte bilionário de investidores estrangeiros.
O caso é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura a emissão de títulos de crédito sem lastro por instituições do sistema financeiro. Os envolvidos podem responder por crimes financeiros, como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.
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