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Médico alerta para risco de quedas e diz que Bolsonaro exige cuidados contínuos

Cirurgião afirma que ex-presidente tem fragilidades da idade e precisa de monitoramento

Por: Redação

07/01/202612:09

O cirurgião Claudio Birolini, responsável pelas cirurgias mais recentes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que ele apresenta risco elevado de quedas e necessita de acompanhamento médico constante. Em entrevista, o médico disse que acidentes desse tipo são hoje sua principal preocupação clínica em relação ao paciente.

Foto Médico alerta para risco de quedas e diz que Bolsonaro exige cuidados contínuos
Foto: Carolina Antunes/PR

Segundo Birolini, Bolsonaro tem uma propensão natural a tropeços e quedas, agravada por fatores como idade, porte físico e o ambiente em que está alojado. O cirurgião comentou a queda ocorrida recentemente na Superintendência da Polícia Federal, quando o ex-presidente bateu levemente a cabeça em um móvel próximo à cama, o que motivou a indicação de exames preventivos.

O médico destacou que Bolsonaro, de 70 anos, não apresenta alterações neurológicas, mas reúne características que exigem atenção redobrada. Ele comparou a situação à de pacientes idosos em ambiente hospitalar, que costumam ser identificados como pessoas com risco aumentado de queda.

Birolini também citou o uso contínuo de CPAP para tratamento da apneia do sono, o espaço reduzido da cama e o desconforto do ambiente como fatores que podem impactar a saúde do ex-presidente. Apesar de o quadro gastrointestinal estar estável, o cirurgião ressaltou a necessidade de vigilância permanente devido às múltiplas cirurgias abdominais já realizadas.

De acordo com o médico, Bolsonaro ganhou peso recentemente, com perda de massa muscular, o que agrava a apneia do sono e exige ajustes no tratamento. Ele faz uso de medicações contínuas e segue orientações que incluem fisioterapia, controle alimentar e monitoramento da pressão arterial.

Ao avaliar o local onde Bolsonaro se encontra, Birolini afirmou que, do ponto de vista médico, o ambiente atual não é o mais adequado para suas necessidades clínicas. A defesa do ex-presidente já solicitou prisão domiciliar, pedido que foi negado pela Justiça.