João Roma é convocado para CPI do Crime Organizado e fala em "perseguição"
Ex-ministro afirma que convocação teria "motivação política" e seria estratégia do PT
Por: Redação
28/02/2026 • 12:01
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (25), a convocação do ex-ministro da Cidadania João Roma, atual presidente do PL na Bahia, para prestar depoimento nas próximas semanas no Senado Federal. Como convocado, Roma terá comparecimento obrigatório diante do colegiado.
A decisão também inclui o ex-ministro da Economia Paulo Guedes na lista de convocados. Segundo o relator da comissão, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), a convocação não implica, necessariamente, acusação formal.
“Não necessariamente são pessoas investigadas. Nós também convocamos testemunhas. São personagens fundamentais, porque o crime organizado só prospera com infiltração no mercado financeiro”, afirmou o parlamentar.
Roma nega envolvimento e fala em movimento político
Após a aprovação da convocação, João Roma se manifestou por meio das redes sociais e criticou a medida. Em vídeo, o ex-ministro afirmou que não possui qualquer relação com os fatos apurados pela CPI e classificou a iniciativa como política.
“A CPI do Crime Organizado decidiu convocar a mim e ao ministro Paulo Guedes para prestar depoimento num caso em que não temos absolutamente nenhuma relação, num movimento claramente político sem qualquer fundamento minimamente razoável”, declarou.
Roma também destacou que, de acordo com o próprio relator da comissão, não há investigação formal contra seu nome. Para ele, a convocação integra uma estratégia de adversários políticos.
“O que a gente observa é que o PT busca criar uma cortina de fumaça para tentar construir narrativas fantasiosas e esconder seus desmandos. Modus operandi típico dos petistas”, afirmou.
O ex-ministro ainda criticou o que classificou como uso político da comissão parlamentar de inquérito e defendeu que a CPI atue com imparcialidade.
“A CPI deve cumprir seu papel com responsabilidade, imparcialidade e respeito às instituições. O que não é admissível é que um instrumento legítimo de investigação seja utilizado como ferramenta de perseguição política e de distorção dos fatos”, disse.
Disputa pelo Senado é mencionada
Ao comentar o episódio, João Roma vinculou a convocação ao cenário eleitoral baiano. Ele é apontado como pré-candidato ao Senado pela Bahia nas eleições de 2026 e afirmou que a consolidação de seu nome na disputa tem provocado reação de adversários.
“Está muito claro que a consolidação do nosso nome na disputa pelo Senado está incomodando muita gente. Mas essa perseguição não vai nos tirar do foco de livrar a Bahia das garras do PT”, concluiu.
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