Flávio critica veto da UE e atribui impasse ao governo Lula
Senador reagiu à decisão do bloco europeu que suspende a autorização para importação de produtos
Por: Redação
08/06/2026 • 09:11 • Atualizado
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou no último domingo (7) a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar atribuiu a medida ao governo federal e afirmou que pretende atuar para reverter a situação caso a direita retorne ao comando do país em 2027.
A manifestação ocorreu dois dias após a Comissão Europeia oficializar a exclusão do Brasil da relação de nações consideradas aptas a atender às exigências sanitárias ligadas ao uso de antimicrobianos na produção animal.
Na publicação, Flávio Bolsonaro classificou a situação como mais um desafio herdado da atual gestão e declarou que o agronegócio brasileiro voltará a ser respeitado internacionalmente.
Pelo visto, mais um problema do lula que vou ter que resolver ano que vem.
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) June 7, 2026
O Brasil e o Agro voltarão a ser respeitados! pic.twitter.com/D31sE5T7N3
Segundo o documento divulgado pela Comissão Europeia, o Brasil não apresentou, dentro do prazo estabelecido, as informações consideradas necessárias para comprovar que seu sistema de controle atende às normas adotadas pelo bloco para o monitoramento do uso desses medicamentos na pecuária.
Com a decisão, a partir de 3 de setembro, ficarão suspensas as exportações para a União Europeia de produtos como carnes bovina, suína, de aves, pescado, carne equina, além de mel e tripas utilizadas pela indústria alimentícia.
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O impacto econômico da medida preocupa representantes do setor agropecuário. Dados do Ministério da Agricultura apontam que, somente em 2025, os países europeus importaram cerca de 368 mil toneladas de produtos brasileiros abrangidos pela restrição, movimentando aproximadamente US$ 1,8 bilhão.
O Brasil foi o único país do Mercosul afetado pela decisão. Argentina, Paraguai e Uruguai seguem habilitados a exportar os produtos contemplados pelas exigências sanitárias da União Europeia.
Entidades ligadas ao agronegócio avaliam que, caso o veto seja mantido, as perdas para o setor podem alcançar valores próximos ao volume atualmente comercializado com o mercado europeu, um dos principais destinos das exportações brasileiras de produtos de origem animal.
