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Dívida externa dispara no governo Lula e Brasil perde posição de credor internacional

Endividamento supera reservas internacionais pela primeira vez em 19 anos e acende alerta sobre a entrada de dólares e as contas públicas

Por: Fernando Ramos

22/10/2026 • 11:00

O Brasil voltou à condição de devedor após 19 anos como credor internacional no período de 2007 até 2025, segundo dados do Banco Central. Em junho, a dívida externa alcançou US$ 407,1 bilhões, enquanto as reservas internacionais e os créditos no exterior somaram US$ 402 bilhões, resultando em um saldo negativo de US$ 5,1 bilhões.

Foto Dívida externa dispara no governo Lula e Brasil perde posição de credor internacional
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Durante o atual governo Lula, a dívida externa cresceu 27,4%, enquanto as reservas aumentaram 15,8%. Apesar disso, cerca de 73% do endividamento pertence a bancos e empresas privadas, reduzindo a exposição direta do governo federal.

Economistas avaliam que o país ainda possui proteção financeira para enfrentar instabilidades, já que as reservas cobrem mais de três vezes as dívidas com vencimento no curto prazo. No entanto, o aumento do déficit nas transações com o exterior e a redução da margem de segurança dos investimentos estrangeiros acendem um alerta.

O principal risco está na continuidade desse cenário, especialmente se houver a continuidade da redução da entrada de dólares no país. Agências de classificação de risco também destacam o desequilíbrio das contas públicas como uma preocupação. Embora não haja sinais de crise externa imediata, especialistas apontam a necessidade de atenção à evolução do endividamento brasileiro.

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