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Alcolumbre sugere “melhorar” 6x1 e quer passar PEC por comissões

Presidente do Senado defendeu que a proposta seja votada “sem pressa”

Por: Agência Brasil

03/06/202618:30

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sugeriu que o Senado deve melhorar o texto que define o fim da escala 6x1 antes de chegar ao plenário. O parlamentar afirmou que a proposta de emenda à Constituição (PEC) terá que tramitar nas comissões da Casa.  

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União)
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

“Quero dizer, como presidente do Senado, que essa proposta vai ter que tramitar nas comissões porque as cobranças de todos os senadores sobre a presidência são que todas as matérias possam passar, no mínimo, por uma comissão”, disse.

O parlamentar respondeu a um questionamento do senador Styvenson Valetim (Podemos-RN), que pediu uma previsão de data para votação da matéria. Na percepção de Alcolumbre, a PEC do fim da 6x1 deve ser votada “sem pressa”, ouvindo todos os setores da sociedade. 

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Uma reunião com os líderes será realizada na próxima semana para definir o processo de tramitação, de acordo com informações divulgadas pela Agência Brasil.

“Tenho certeza absoluta de que assim como outros senadores, que pensam como eu, seria muito razoável se o Senado pudesse melhorar um texto com essa importância, se os senadores pudessem debater um assunto dessa envergadura com calma”, completou.

Pressão pela aprovação

O presidente do Senado teceu críticas também à pressão para analisar a PEC do fim da 6x1 e da redução da jornada de trabalho para 40 horas “do dia para a noite”. Ele afirmou que não é “a favor nem contra a PEC”, mas sim “a favor do debate”.

“Não é razoável que a Câmara dos Deputados passe cinco meses debatendo um assunto muito relevante para o Brasil, para o povo brasileiro, para a nação e também para os trabalhadores e para os empreendedores, e o Senado seja obrigado a carimbar um texto aprovado na Câmara”, ressaltou.

Por um lado, as lideranças governistas têm defendido que a proposta seja apreciada no Senado ainda em junho, sem alterações em relação ao texto que veio da Câmara. Enquanto isso, a oposição resiste e já apresentou uma PEC alternativa para manter a jornada de trabalho atual, abrindo possibilidade para contratos por hora trabalhada. 

Caso haja alteração do texto no Senado, a PEC deve voltar para análise na Câmara dos Deputados.