Ações do STF após 1º turno são interpretadas como sinais ao bolsonarismo
Condenada pelo 8 de janeiro, visita a Bolsonaro e arquivamentos movimentam política
Por: Redação
07/10/2026 • 12:30 • Atualizado
Decisões tomadas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nas 48 horas seguintes ao primeiro turno foram interpretadas como sinais ao bolsonarismo. Entre as medidas está a progressão para o regime semiaberto de Débora Rodrigues dos Santos, condenada a 14 anos de prisão por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo Alexandre de Moraes, ela cumpriu os requisitos legais para a mudança de regime.
Moraes também encaminhou para análise da Procuradoria-Geral da República um novo pedido de Flávio Bolsonaro para visitar o pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. O ministro havia negado uma solicitação semelhante no início da campanha.
Outra decisão foi o arquivamento de uma investigação contra o senador Marcos do Val, os blogueiros Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio e o influenciador Ednardo Raposo. A medida seguiu parecer da PGR, que considerou insuficientes as provas para apresentar denúncia contra os investigados.
Já o ministro Gilmar Mendes arquivou uma investigação sobre uma acusação de estupro envolvendo Alfredo Gaspar, candidato a vice de Flávio Bolsonaro. As decisões ocorrem em meio às discussões entre o bolsonarismo e o STF, incluindo a possibilidade de novos pedidos de impeachment contra ministros da Corte.
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