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Trump volta a ameaçar o Irã em meio à escalada no Oriente Médio

Presidente dos EUA estabelece prazo de 48 horas e cita “inferno” em nova declaração

Por: Redação

04/04/202616:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu um novo ultimato ao governo do Irã e afirmou que o país terá 48 horas para rever sua posição sobre o Estreito de Ormuz, corredor marítimo estratégico para o escoamento de petróleo. A região permanece sob forte tensão, com impactos diretos na segurança e no comércio internacional.

Donald Trump abre o jogo sobre guerra
Foto: Molly Riley/White House

Em mensagem publicada em sua rede social, o republicano retomou o prazo anteriormente anunciado e reforçou as ameaças já feitas: 

“Lembram quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ? O tempo está se esgotando — 48 horas antes de todo o Inferno desabar sobre eles. Glória a DEUS! Presidente DONALD J. TRUMP”, escreveu.

Veja:

 

 

A declaração ocorre em um cenário de confronto aberto entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro após um ataque coordenado em Teerã.

Escalada no Oriente Médio

Desde o início das hostilidades, integrantes do alto escalão do regime iraniano morreram em operações atribuídas a forças americanas e israelenses. Washington afirma ter atingido instalações estratégicas, incluindo sistemas de defesa aérea, aeronaves e outros alvos militares.

O governo iraniano reagiu com ataques contra países da região que, segundo Teerã, abrigam interesses dos Estados Unidos e de Israel. Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã registraram ações ligadas ao conflito.

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De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos, mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra. A Casa Branca informou que ao menos 13 militares americanos morreram em decorrência direta de ataques iranianos.

A instabilidade também alcançou o Líbano. O Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, realizou ofensivas em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel respondeu com ataques aéreos contra posições que atribui à organização no território libanês. Centenas de pessoas morreram desde então.