Papa Leão XIV critica uso da religião para justificar guerras
Pontífice condena associação entre fé e conflitos armados em meio ao conflito no Oriente Médio
Por: Redação
29/03/2026 • 12:50
O papa Leão XIV fez duras críticas ao uso da religião como justificativa para conflitos armados durante a celebração de Domingo de Ramos, no Vaticano. Em sua fala na Praça de São Pedro, o pontífice afirmou que Deus não legitima a guerra e rejeita orações associadas à violência, em um discurso que ocorre em meio a tensões internacionais.
Primeiro papa nascido nos Estados Unidos, Leão XIV destacou que a fé não pode ser instrumentalizada para sustentar ações militares. A declaração contrasta com posicionamentos recentes de integrantes do governo de Donald Trump, como o secretário de Defesa Pete Hegseth, que mencionou referências bíblicas ao comentar operações militares envolvendo o Irã.
‘(Jesus) não ouve as orações dos que fazem guerra, mas as rejeita, dizendo: ‘ainda que multipliquem as suas orações, eu não as ouvirei, porque as suas mãos estão cheias de sangue”, disse. ‘(Jesus) não se armou, nem se defendeu, nem lutou em nenhuma guerra’, disse Leão 14. ‘Ele revelou a face gentil de Deus, que sempre rejeita a violência. Em vez de se salvar, permitiu ser pregado na cruz.’
As declarações do pontífice acontecem no início de sua primeira Semana Santa à frente da Igreja Católica, em um contexto marcado pela escalada de conflitos no Oriente Médio. A situação impactou inclusive celebrações religiosas: em Jerusalém, a tradicional procissão de Domingo de Ramos foi cancelada devido ao cenário de guerra, conforme informou o patriarca latino Pierbattista Pizzaballa.
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