Irã ameaça reagir a ataque terrestre dos EUA
Países do Oriente Médio buscam acordo em meio à escalada militar
Por: Redação
29/03/2026 • 13:59 • Atualizado
O Irã afirmou neste domingo (29) que está preparado para responder a uma eventual ofensiva terrestre dos Estados Unidos, em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio. A declaração ocorre enquanto países da região intensificam esforços diplomáticos para tentar conter a guerra.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Ghalibaf, acusou Washington de sinalizar diálogo publicamente, enquanto se prepararia para uma ação militar. Segundo ele, Teerã não aceitará imposições externas e manterá sua estratégia de defesa.
O conflito, iniciado em 28 de fevereiro após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, já se espalhou por outros países. No sábado (28), rebeldes houthis do Iêmen, aliados iranianos, lançaram ofensivas contra Israel, ampliando a tensão na região.
Neste domingo, ministros de Relações Exteriores de países como Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito se reuniram em Islamabad para discutir alternativas de cessar-fogo. Entre as propostas, estão medidas para reabrir o Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte global de petróleo e gás.
Os Estados Unidos reforçaram sua presença militar na região, com o envio de fuzileiros navais. Segundo a imprensa internacional, o Pentágono avalia cenários que incluem operações terrestres, embora não haja confirmação oficial sobre a autorização da Casa Branca, liderada por Donald Trump.
Enquanto isso, ataques continuam sendo registrados em diferentes pontos. Há relatos de bombardeios no Irã, Israel, Kuwait e Líbano, com mortes, feridos e danos a infraestruturas civis e militares.
O fechamento do Estreito de Ormuz também aumenta a preocupação com impactos na economia global, já que a região é responsável por uma parcela significativa do fluxo mundial de energia. Especialistas alertam que uma escalada prolongada pode afetar o comércio internacional e pressionar os preços.
