Relatório dos EUA cita Brasil como exemplo de barreira comercial
Documento afirma que exportadores americanos enfrentam incertezas no mercado brasileiro
Por: Redação
01/04/2026 • 19:20
O governo dos Estados Unidos voltou a mirar políticas comerciais do Brasil em um relatório divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Casa Branca. O texto reúne avaliações sobre práticas adotadas por diferentes países e dedica um capítulo às regras brasileiras de importação, ao Pix e às normas do Mercosul.
No documento, a gestão norte-americana classifica como elevadas as tarifas aplicadas pelo Brasil a produtos estrangeiros. Além disso, as regras para compras internacionais também são mencionadas: “O Brasil impõe tarifas relativamente altas sobre as importações […] incluindo automóveis, autopeças, tecnologia da informação e eletrônicos, produtos químicos, plásticos, máquinas industriais, aço e têxteis e vestuário”, aponta o relatório.
A crítica dialoga com a regulamentação conhecida como “taxa das blusinhas”, sancionada em 2024 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida estabeleceu imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, além do ICMS. Para valores superiores, a tributação permanece em 60%, com desconto fixo de US$ 20.
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O Pix também entrou na análise. Segundo o relatório, “Partes interessadas dos EUA expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix”. Em outro trecho, o documento afirma: “Isso prejudica os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA. O Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas”.
Ao abordar o Mercosul, o texto afirma também que os exportadores dos EUA enfrentam “incertezas significativas” no mercado brasileiro por causa de alterações tarifárias dentro das flexibilidades do bloco. “A falta de previsibilidade em relação às taxas alfandegárias dificulta a previsão dos custos de fazer negócios no Brasil por parte dos exportadores americanos”, registra o relatório. As informações são do portal Metrópoles.
