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Protestos no Irã: Número de mortos sobe para 648, afirmam entidades

Estados Unidos foram acusados de inflar o movimento

Por: Redação

12/01/202615:08Atualizado

O número de mortos durante a onda de protestos no Irã e repressão ditatorial subiu para 648, de acordo com a entidade Iran Human Rights, sediada na Noruega. O número ultrapassou a estimativa do último balanço divulgado pela organização no final de semana. 

Foto Protestos no Irã: Número de mortos sobe para 648, afirmam entidades
Foto: Reprodução/Instagram (irangov.en)

O regime ditatorial bloqueou a internet no país para dificultar que a crise seja veiculada no exterior, o que dificulta a difusão de informações sobre o número de vítimas. 

Entenda o que está acontecendo

A onda de protestos no Irã começou no final de dezembro após a queda drástica da moeda iraniana, o rial, que passou a valer 1,4 milhão por dólares. A crise social é considerada um dos maiores desafios do atual regime iraniano desde a Revolução Islâmica, em 1979.

Os protestos ainda não atingiram a mesma proporção do movimento de rua ocorrido em 2022, mas o atual movimento se espalha de forma rápida. Além da crise social, o governo iraniano está em um momento considerado de instabilidade, principalmente devido à crise econômica, sanções, programa nuclear polêmico e as consequências da guerra entre os Estados Unidos e Israel. 

Nos últimos dias os manifestantes iranianos marcharam por Teerã e outras cidades do país, após convocação do príncipe exilado Reza Pahlavi. 

Estados Unidos e Irã

O líder supremo do Irã acusou Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, de tentar inflar o movimento e o acusou de vandalismo e lançou ameaças ao político estadunidense. 

O posicionamento da liderança iraniana veio após Trump ameaçar intervir no Irã em benefício aos protestantes, que têm sido combatidos com força letal por Forças de Segurança do Irã.