Israel ataca Irã e Líbano e amplia tensão no Oriente Médio
Explosões foram registradas em Teerã e Beirute; embaixadas dos EUA fecharam após ataques
Por: Redação
03/03/2026 • 10:48 • Atualizado
Israel realizou, na manhã desta terça-feira (3), ataques simultâneos contra alvos em Teerã e Beirute, ampliando a escalada de tensão na região. Segundo autoridades israelenses, as ações tiveram como alvo instalações militares iranianas e posições do Hezbollah, apoiado pelo Irã.
Na capital libanesa, colunas de fumaça foram vistas nos subúrbios ao sul da cidade, área onde o Hezbollah mantém forte presença. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram explosões e o som de detonações. Horas antes, Israel havia emitido novos alertas para que moradores deixassem áreas do sul do Líbano.
A escalada também atingiu representações diplomáticas. A Embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita informou ter sido alvo de drones durante a madrugada e anunciou a suspensão dos serviços consulares. A Embaixada dos Estados Unidos no Kuwait também relatou ter sido atingida e permanecerá fechada por tempo indeterminado.
Diante do cenário, os Estados Unidos determinaram a retirada obrigatória de funcionários não essenciais e familiares que atuam na Jordânia, Bahrein, Iraque, Catar e Kuwait.
Uma autoridade libanesa afirmou à agência Reuters que tropas israelenses realizaram incursões terrestres em trechos da fronteira. Testemunhas relataram que o Exército do Líbano teria deixado ao menos sete posições avançadas na região fronteiriça.
🚨 #URGENTE | Bombardeo iraní sobre Tel Aviv esta mañana: En la madrugada y mañana del 3 de marzo de 2026, Irán lanzó una nueva oleada de misiles balísticos contra Israel en represalia por los ataques conjuntos de EEUU e Israel contra Teherán y Beirut. pic.twitter.com/u27BpsqTOq
— Edgar Báez (@EdgarBaezP) March 3, 2026
Entenda
A nova ofensiva ocorre após Israel emitir ordens de evacuação para vilarejos e assentamentos no sul do Líbano. Segundo comunicado divulgado pelo porta-voz militar israelense, Avichay Adraee, as operações são uma resposta às atividades do Hezbollah na área.
O aviso recomendava que moradores mantivessem distância mínima de 1.000 metros das localidades afetadas, sob o argumento de que a proximidade com estruturas ligadas ao grupo poderia representar risco à vida.
Apesar de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em novembro de 2024, Israel mantém ataques contra alvos no território libanês, alegando violações do acordo por parte do Hezbollah, acusações que o grupo nega.
A situação segue sendo acompanhada por autoridades internacionais.
