Protestos na França deixam mortos, feridos e quase 1.800 detidos
Manifestações contra a inflação e cortes nos serviços públicos provocaram confrontos, saques e danos a prédios históricos em diversas cidades
Por: Redação
19/10/2026 • 15:30
A França amanheceu neste domingo (18) contabilizando os prejuízos de uma onda de protestos que mobilizou mais de 500 mil pessoas em dezenas de cidades. Segundo o Ministério do Interior, os atos realizados no sábado (17) terminaram com uma morte por ataque cardíaco, mais de 500 policiais feridos e quase 1.800 pessoas detidas.
As manifestações começaram há cerca de um mês, impulsionadas por reivindicações estudantis relacionadas às condições das escolas e à falta de professores. Com o passar das semanas, o movimento ganhou força e passou a incluir críticas à inflação, ao custo de vida, à desigualdade social e aos cortes nos serviços públicos. Embora muitos atos tenham ocorrido pacificamente, grupos radicais entraram em confronto com as forças de segurança.
Os distúrbios provocaram destruição em cidades como Paris, Bordeaux e Limoges. Na capital, vitrines foram quebradas e bicicletas incendiadas. Em Bordeaux, lojas foram saqueadas, enquanto um incêndio criminoso destruiu parcialmente a prefeitura de Limoges, um edifício histórico de 143 anos. Autoridades locais cobram recursos para reparar os danos e auxiliar os comerciantes afetados.
Diante da escalada da violência, o presidente Emmanuel Macron condenou os ataques e prometeu responsabilizar os envolvidos. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou que o governo não será intimidado, enquanto integrantes da equipe econômica anunciaram medidas de apoio aos estabelecimentos prejudicados. Protestos contra o custo de vida e os preços da moradia também foram registrados em Portugal, Itália, Bélgica e Espanha.
Entenda a situação:
Protestos estudantis crescem na França e pressionam governo por melhorias
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