“Povo americano rejeitou a guerra”, afirma líder iraniano após eleições nos EUA
Presidente do Parlamento afirma que urnas demonstram insatisfação dos americanos com o conflito
Por: Fernando Ramos
04/11/2026 • 13:30 • Atualizado
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta quarta-feira (4) que a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos representa uma rejeição da população americana à guerra no Oriente Médio. O resultado foi uma derrota para o presidente Donald Trump, após os democratas conquistarem a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado.
Em publicação na rede social X, Ghalibaf declarou que os eleitores demonstraram oposição ao conflito, seja por questões políticas ou pelos impactos econômicos. O parlamentar também advertiu Washington contra decisões que, segundo ele, contrariem a vontade popular. Outros representantes iranianos compartilharam a interpretação de que a guerra contribuiu para o desgaste dos republicanos.
O próprio Trump reconheceu, em entrevista ao jornal The Wall Street Journal, que o conflito com o Irã teve influência no resultado eleitoral. O presidente, porém, afirmou não se arrepender da decisão de iniciar a guerra e declarou que faria novamente o mesmo. Pesquisa Reuters/Ipsos apontou aprovação de 32% ao governo americano, enquanto o custo de vida apareceu como uma das principais preocupações dos eleitores.
A repercussão ocorre em meio à continuidade das tensões militares e diplomáticas entre Washington e Teerã. Segundo informações divulgadas por autoridades iranianas, houve novos episódios envolvendo forças militares na região do Golfo Pérsico. Paralelamente, países como Catar, Omã e Paquistão atuam na mediação de contatos diplomáticos para tentar reduzir as tensões e retomar as negociações.
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