Logo

Maduro se declara inocente em tribunal dos Estados Unidos

Presidente venezuelano responde por quatro acusações criminais

Por: Redação

05/01/202616:22Atualizado

Em sua primeira apresentação formal à Justiça dos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, garantiu ser inocente de todas as acusações que enfrenta em tribunais norte-americanos. A manifestação ocorreu nesta segunda-feira (5), durante uma audiência em Nova York, quando o político também afirmou ser um “prisioneiro de guerra” do governo de Donald Trump.

Foto Maduro se declara inocente em tribunal dos Estados Unidos
Foto: Reprodução/Casa Branca

O venezuelano é acusado de narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de armas e explosivos e conspiração para a posse desses materiais. Conforme informações do g1, em sua manifestação sobre as denúncias, ele declarou: "Eu sou inocente. Eu sou um homem decente. Eu sou um presidente."

Leia mais:

Maduro foi retirado do próprio quarto durante operação dos EUA em Caracas

Embaixada do Brasil critica ataques na Venezuela durante reunião na ONU

Maduro é levado a presídio federal de famosos em Nova York

Na sessão, Maduro ouviu formalmente as acusações. Ele compareceu ao tribunal com algemas nos tornozelos e utilizou fones de ouvido para acompanhar o julgamento. Após o procedimento, uma nova audiência foi marcada para o dia 17 de março. Nessa etapa, o presidente e a sua esposa, Cilia Flores, deverão prestar novos esclarecimentos à Justiça americana.

Sua prisão ocorreu no sábado (3), em Caracas, e resultou na transferência do presidente para o Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn.


Mudança no comando da Venezuela

Com a saída de Maduro do poder, a vice-presidente, Delcy Rodríguez, assumiu interinamente a Presidência do país. Por outro lado, no domingo (4), Trump afirmou que os Estados Unidos estão “no comando” da Venezuela após a prisão do presidente. 

Ao comentar a nova liderança em Caracas, o republicano declarou: “Estamos lidando com as pessoas que acabaram de tomar posse”; e, ao ser questionado sobre quem exerce o controle, completou: “Isso significa que nós estamos no comando."