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Maduro foi retirado do próprio quarto durante operação dos EUA em Caracas

Presidente venezuelano e a esposa foram levados à força por tropas americanas, diz CNN

Por: Redação

03/01/202613:36Atualizado

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a esposa, Cilia Flores, foram retirados à força do próprio quarto por forças de elite dos Estados Unidos durante uma operação militar realizada na madrugada deste sábado, 3, em Caracas. A informação foi divulgada pela CNN Internacional, com base em fontes ligadas à ação.

Foto Maduro foi retirado do próprio quarto durante operação dos EUA em Caracas
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

De acordo com a emissora norte-americana, agentes especiais entraram no local onde o casal estava hospedado e conduziram Maduro e Cilia Flores para fora do país, em uma operação considerada de alto risco. A ação faz parte do ataque em larga escala realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela.

Horas depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a captura de Nicolás Maduro e afirmou que o líder venezuelano foi retirado do território nacional junto com a primeira-dama. Segundo Trump, a operação deixou americanos feridos, após um helicóptero ser atingido durante a missão.

 

Ainda conforme o presidente norte-americano, o ataque foi planejado em sigilo desde dezembro, com preparação estratégica envolvendo forças especiais e estruturas de inteligência dos EUA.

 

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”, afirmou Trump.

 

O chefe da Casa Branca acrescentou que a ofensiva ocorreu em conjunto com forças de segurança americanas e anunciou uma coletiva de imprensa para este sábado, às 13h, no horário de Brasília.

Ataque à Venezuela

Além da captura, o governo dos Estados Unidos informou que Nicolás Maduro foi indiciado e será julgado por uma Corte Federal em Nova York, sob acusação de narcoterrorismo. A informação foi confirmada pela procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, que detalhou o enquadramento jurídico do presidente venezuelano.

Segundo as autoridades norte-americanas, a operação em Caracas integra uma ofensiva mais ampla contra estruturas ligadas ao tráfico internacional de drogas, ampliando ainda mais a crise diplomática e militar entre EUA e Venezuela.