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Lúcio Vieira vê Jerônimo favorito, mas diz que disputa será “BaVi político”

Emedebista avaliou cenário de 2026, criticou polarização e comentou relação

Por: Domynique Fonseca

19/05/202614:30Atualizado

Durante entrevista ao programa Portal Esfera no Rádio, na rádio 97,5 FM, apresentado por Luis Ganem, nesta terça-feira (19), o presidente de honra do MDB-BA e ex-deputado federal, Lúcio Vieira Lima, avaliou o cenário político baiano para as eleições de 2026 e classificou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) como favorito na disputa pela reeleição. Apesar disso, ele afirmou que o cenário tende a ser marcado por forte polarização entre governo e oposição.

Lúcio Vieira Lima em entrevista ao portal Esfera
Foto: Lorena Bomfim/ Portal Esfera

Ao comentar o ambiente eleitoral, Lúcio comparou a disputa política na Bahia ao clássico Ba-Vi e afirmou que, embora reconheça o favoritismo do atual governador, o embate deve ser acirrado.

“Todo mundo procura falar, pelo politicamente correto, que a eleição é dura. E realmente é dura. Mas o favorito é Jerônimo. É a mesma coisa do Ba-Vi. É jogo duro porque é oposição e situação”, declarou.

Durante a entrevista, o emedebista também analisou o atual momento da política brasileira e criticou o que chamou de excesso de polarização ideológica no país. Segundo ele, o debate político perdeu profundidade programática e passou a girar em torno da lógica de ser “contra ou a favor”:

“O Brasil hoje está dividido entre quem é contra e quem é a favor. As pessoas não querem mais saber se o partido é bom ou ruim, mas sim de que lado ele está."

Comportamento do eleitorado

Lúcio Vieira Lima também citou mudanças no comportamento do eleitorado e no modo como as disputas políticas vêm sendo conduzidas nos últimos anos, especialmente após a ascensão das redes sociais e do discurso mais radicalizado no cenário nacional.

Segundo ele, o ambiente político atual favorece narrativas voltadas para a mobilização de militância, muitas vezes acima do debate sobre propostas concretas de governo.

“O PT surgiu como um partido muito ligado ao movimento social, à classe trabalhadora, tinha mais discurso ideológico. Hoje, esquerda e direita perderam muito dessa essência”, disse.

Ao falar sobre o cenário político da Bahia, o dirigente do MDB comentou ainda as especulações envolvendo possíveis desgastes internos na base aliada do governo estadual, especialmente após discussões sobre a composição da vice-governadoria.

Lúcio minimizou rumores de distanciamento entre lideranças governistas e afirmou que encontrou recentemente o vice-governador Geraldo Júnior em clima de normalidade:



“Geraldinho se desculpou e encerrou. O resto ficou no campo político. O MDB não cedia, o governo fazia a análise e outros partidos queriam indicar também."