Lúcio minimiza desgaste no grupo em definição do vice: "É do campo político"
Em entrevista ao Portal Esfera no Rádio, emedebista comentou bastidores e sucessão de 2026
Por: Marcos Flávio Nascimento
19/05/2026 • 12:47 • Atualizado
O dirigente do MDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima, afirmou que a polêmica envolvendo o vice-governador Geraldo Júnior foi ampliada por interesses políticos e negou qualquer rompimento dentro da base do governador Jerônimo Rodrigues. A declaração foi dada em entrevista ao Portal Esfera no Rádio, ao apresentador Luis Ganem, nesta terça-feira (19).
Segundo Lúcio, o episódio ganhou proporção por causa da disputa por espaço na chapa majoritária de 2026. Para ele, a situação foi usada como pretexto por setores que tentam enfraquecer o MDB nas negociações eleitorais.
“Geraldinho se desculpou e encerrou. O resto ficou no campo político. Puxa, estica. O MDB não cedia, o governo fazia a análise e outros partidos queriam indicar também”, afirmou.
Crise Política e disputa por espaço
Durante a entrevista, Lúcio classificou o caso como um mal-entendido causado por mensagem enviada de forma equivocada e negou qualquer ataque pessoal entre lideranças da base. Segundo ele, houve exploração do fato para alimentar especulações sobre mudanças no grupo político.
“Na onda da sacanagem, todo mundo começou a bater o bumbo. Se tira zero de um, é mais uma vaga para outro. Surgiu o gancho e aproveitaram isso politicamente”, disse.
O emedebista também citou o então ministro Rui Costa, ao lembrar que divergências internas são naturais em grupos políticos amplos. Na avaliação dele, disputas por indicação de vice e composição são comuns e fazem parte do jogo.
“Rui, legitimamente, tinha os interesses políticos dele. Isso existe. Política é isso. Cada um tenta ampliar sua participação e sua força”, declarou.
Relação com ACM Neto e bastidores da oposição
Lúcio também comentou conversas mantidas com ACM Neto e Bruno Reis no período em que ainda integrava o campo da oposição. Segundo ele, chegou a alertar os dois sobre desgastes e indefinições, antes de decidir apoiar Jerônimo.
O dirigente afirmou que sempre deixou claro que avaliaria o melhor projeto político para a Bahia e rebateu a ideia de que não havia retorno para o grupo anterior.
“Eu fui avisar. Falei que aquilo estava desgastando. Você foi avisado 500 vezes. Eu não tinha obrigação com ACM Neto, eu ia analisar qual era o melhor projeto para a Bahia”, afirmou.
Ao falar sobre a movimentação de nomes da oposição, Lúcio ainda comentou a atuação de Marcelo Nilo e disse que mudanças de lado são parte da dinâmica política atual.
“Hoje não existe mais isso de lado fixo. Vai para cá, vai para lá. Política é movimento. Cada um faz o que entende ser melhor para sua sobrevivência”, concluiu.
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