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Lúcio sai em defesa de Geddel e ataca delatora em caso de presídio

Em entrevista ao Portal Esfera no Rádio, dirigente do MDB chama delação de “canalhice”

Por: Marcos Flávio Nascimento

19/05/202615:36Atualizado

O dirigente do MDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima, saiu em defesa do irmão, Geddel Vieira Lima, após a repercussão da delação que cita o nome do ex-ministro no caso da fuga de um traficante do presídio de Eunápolis. Em entrevista ao Portal Esfera no Rádio, na rádio Itapoan FM (97,5), com apresentação de Luiz Ganem, nesta terça-feira (19), Lúcio negou qualquer envolvimento da família e classificou a acusação como “sem fundamento”.

Programa Portal Esfera no Rádio
Foto: Lorena Bomfim / Portal Esfera

A polêmica ganhou força depois que o Fantástico exibiu detalhes da fuga de Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dadá, e revelou trecho da delação da ex-diretora do presídio, que afirmou que parte do dinheiro pago para facilitar a saída do traficante seria destinada a Geddel e ao ex-deputado Uldorico Júnior. O caso segue sob investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Sem meias palavras, Lúcio afirmou que a versão apresentada pela ex-diretora não se sustenta. “Não tem fala de Geddel, não tem contato, ele não conhece essa mulher, eu não conheço essa mulher, não tem nada”, declarou.

MDB reage à delação e nega ligação com fuga de traficante

Durante a conversa, Lúcio adotou um tom duro ao comentar o depoimento da ex-diretora do presídio e disparou críticas ao ex-deputado Uldorico, apontado nas investigações como elo político dentro do esquema.

Ele foi um filho da puta, foi canalha, foi escroto. Não tem outro nome. Se fortaleceu perante bandido e se tornou também um marginal”, disse, ao comentar o que classificou como tentativa de envolver terceiros sem provas.

Segundo o dirigente do MDB, o nome de Geddel teria sido citado por terceiros apenas para dar credibilidade a negociações ilegais dentro do sistema prisional. Para ele, o episódio virou munição política por conta da projeção do sobrenome Vieira Lima:

Eu não tenho culpa se usaram o nome dele. Agora, usar isso politicamente é natural. Oposição vai usar o que aparecer. Só que, nesse caso, não tem nada concreto."

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Questionado sobre eventual desgaste político, Lúcio minimizou os efeitos da investigação e afirmou que Geddel já enfrentou crises maiores na vida pública, sem fugir de explicações.

Quem é que tem moral pra apontar o dedo contra mim ou contra Geddel? Quando errou, pagou. Cumpriu pena. Não fica com mimimi nem se escondendo”, disparou.

A declaração ocorre em meio ao avanço da apuração sobre a fuga de Dadá, apontado como líder de facção no extremo sul da Bahia e atualmente foragido. O traficante escapou do conjunto penal no fim de 2024 e, segundo investigadores, passou a atuar entre a Bahia e o Rio de Janeiro, reforçando conexões entre organizações criminosas.

A defesa de Geddel já havia negado qualquer envolvimento no caso, alegando que a delação é frágil e baseada em relato indireto. Agora, com a fala de Lúcio, o MDB amplia a reação política ao episódio e sinaliza que pretende confrontar publicamente qualquer tentativa de vincular o ex-ministro ao esquema investigado.