Governo e oposição divergem sobre desemprego e desenvolvimento da Bahia
Líderes do PT e PSDB apresentaram leituras sobre economia, investimentos e empregos
Por: Domynique Fonseca
04/02/2026 • 13:49 • Atualizado
Os desafios da Bahia na geração de empregos e no desenvolvimento econômico dominaram o debate entre o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Rosemberg Pinto (PT), e o líder da oposição, Tiago Correia (PSDB), durante o programa Portal Esfera no Rádio, apresentado por Luis Ganem, nesta quarta-feira (4).
Ao defender a gestão estadual, Rosemberg afirmou que os indicadores de emprego e desenvolvimento precisam ser analisados dentro de um contexto histórico mais amplo. Segundo ele, problemas estruturais da economia baiana não podem ser atribuídos exclusivamente aos governos recentes.
“Nós não vamos resolver um problema secular em 30 dias. A Bahia tem desafios históricos ligados ao seu modelo de desenvolvimento industrial, que não são exclusivos do Estado, mas nacionais”, afirmou o parlamentar. Ele destacou ainda que a política econômica adotada na Bahia segue a mesma diretriz do governo federal, com foco na atração de investimentos e na redução gradual das desigualdades.
Rosemberg também citou a crise enfrentada pelo Polo Petroquímico de Camaçari como exemplo de um entrave que impacta diretamente o mercado de trabalho.
“A dificuldade da indústria instalada no polo petroquímico não é um problema apenas da Bahia, é um problema nacional que precisa de uma resposta nacional”, disse.
Na avaliação do deputado, o desenvolvimento econômico não deve ser medido apenas pelos grandes empreendimentos industriais. Ele apontou o fortalecimento da agricultura familiar como um dos caminhos para ampliar a geração de renda no interior do estado.
“É preciso olhar para quem mais precisa do braço do Estado e para como a agricultura familiar tem crescido na Bahia, inclusive em cadeias como a do cacau”, completou.
Oposição
Já o líder da oposição, Tiago Correia, fez duras críticas ao desempenho econômico do estado e aos indicadores de emprego. Para ele, os dados colocam a Bahia em posição desfavorável no cenário nacional.
“A Bahia é hoje uma das piores do país em praticamente todos os indicadores. Só não somos os últimos na educação”, afirmou. O deputado atribuiu o cenário à falta de políticas estruturantes capazes de impulsionar o desenvolvimento econômico e gerar empregos em larga escala.
Tiago Correia também comparou a atuação do governo estadual com a da Prefeitura de Salvador, defendendo que investimentos em infraestrutura urbana e serviços públicos têm impacto direto na economia local.
“Obras estruturantes são responsabilidade do governo do Estado. É isso que move a economia, gera emprego e melhora a vida das pessoas”, declarou.
O debate evidenciou a divergência entre governo e oposição sobre os rumos da economia baiana, especialmente em relação à capacidade do Estado de reduzir o desemprego e promover um desenvolvimento mais equilibrado entre capital e interior.
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