Aprovação da Câmara cai e STF se destaca após julgamento de Bolsonaro
Pesquisa mostra alta rejeição ao Legislativo e avanço do STF
Por: Redação
25/09/2025 • 14:56 • Atualizado
Segundo a pesquisa Pulso Brasil, realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), divulgou nesta quinta-feira (25) o número de aprovação dos brasileiros em relação aos Três Poderes da República: Legislativo, Judiciário e Executivo. O levantamento mostra como a Câmara dos Deputados é desaprovada por cerca de 70% das pessoas. Desde a última pesquisa feita em julho de 2025, o índice de reprovação cresceu sete pontos percentuais.
Já os que aprovam as atividades dos deputados caíram seis pontos percentuais em comparação com julho, quando a aprovação era de 24%. Outros 12% não sabem ou não responderam. Agora estão em 18%.
O Senado, por outro lado, tem 59% de desaprovação dos brasileiros e é aprovado por 26%. No levantamento de julho, a desaprovação e a aprovação contabilizavam 61% e 25%, respectivamente. São 15% os que não sabem ou não responderam.
Uma das surpresas é o Supremo Tribunal Federal (STF), que teve um aumento após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete condenados por tentativa de golpe de Estado, conforme aponta uma pesquisa recente.
A desaprovação ao Supremo caiu cinco pontos percentuais, passando de 49% em julho para 44%. Já a aprovação subiu três pontos, alcançando 46% (antes era 43%). Apesar de a aprovação ser numericamente maior que a desaprovação, os índices estão em empate técnico. Os que não souberam ou não responderam somam 10%.
Aprovação do Governo Federal
A sondagem também mediu a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o levantamento, 50% dos brasileiros aprovam a gestão federal, um índice numericamente superior aos 48% que a desaprovam.
Sobre a Pesquisa
A pesquisa entrevistou 2.500 brasileiros com 16 anos ou mais em todas as regiões do país, entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,45%.
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