Retrô ou futurista? Adidas e Nike travam disputa estética na Copa de 2026
Atuações das marcas evidenciam rivalidade
Por: Redação
21/04/2026 • 17:30 • Atualizado
Falta pouco para a Copa do Mundo de 2026, e a disputa fora das quatro linhas já está desenhada. Responsáveis pelos uniformes das principais seleções, Adidas e Nike revelaram coleções que caminham em direções opostas — uma voltada ao passado, outra ancorada na tecnologia e na sustentabilidade.
O cenário ajuda a explicar o peso da aposta. O próximo Mundial será realizado simultaneamente em Estados Unidos, México e Canadá. Em um contexto em que a camisa de futebol ultrapassou o uso esportivo e se consolidou como peça de moda, impulsionada por tendências como #blokecore e #brazilcore nas redes sociais, o lançamento dos uniformes ganha status de evento cultural.
A Adidas manteve a base tradicional nas camisas principais: Argentina com listras azul e branco, Espanha no vermelho clássico e Alemanha de branco. A tecnologia está presente nos tecidos com ventilação e absorção de suor, mas é nas versões reservas que a marca sinaliza mudança de tom. O retorno do logo Trefoil, ausente das seleções desde 1990, marca a proposta retrô. Os modelos trazem referências visuais aos anos 90 e elementos culturais de cada país, como arabescos florais na camisa alternativa da Argentina e uma estética inspirada em alfaiataria na da Itália.
Divulgação/Adidas
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A Nike, por sua vez, concentrou a narrativa na inovação. Desenvolvido ao longo de três anos e meio, o tecido Aero-FIT utiliza resíduos têxteis reciclados transformados em novas fibras por meio de processo químico. Segundo a empresa, a tecnologia atende a demandas de atletas relacionadas ao calor durante partidas e também dialoga com a pressão por cadeias produtivas mais circulares — atualmente, a reciclagem têxtil representa menos de 1% da produção global de fibras. A marca fornecerá uniformes para 12 seleções, entre elas o Brasil, que retoma a combinação tradicional da "Amarelinha", com amarelo-canário e detalhes verdes.
Reprodução/Nike
A expectativa em torno do torneio reforça o tamanho da aposta. De acordo com levantamento da Sports Value, a Copa de 2026 deve superar US$ 10,9 bilhões em receitas, crescimento de 56% em relação à edição do Qatar.
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