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Netflix afirma que irá manter filmes da Warner por 45 dias nos cinemas

Co-CEO visa mecanismo grandioso após a junção das empresas

Por: Redação

17/01/202618:00

A novela entre Warner e Netflix, ganhou mais uma polêmica nesses últimos dias. ​Inicialmente, a Netflix oficializou um acordo para adquirir a Warner Bros. Discovery (WBD) em uma transação avaliada em aproximadamente US$ 83 bilhões. Ao todo, a operação, que combina pagamento em dinheiro e troca de ações, avalia os papéis da WBD em US$ 27,75 cada.

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Foto: Divulgação/Netflix//Warner

​Apesar do receio de que a Netflix pudesse priorizar exclusivamente o streaming, o co-CEO da companhia, Ted Sarandos, garantiu que a estratégia cinematográfica da Warner será preservada.

​O executivo confirmou a manutenção da janela de 45 dias de exclusividade nos cinemas antes da chegada dos filmes às plataformas digitais. "Queremos ser competitivos e vencer nas bilheterias e nos fins de semana de estreia", afirmou Sarandos, destacando que não pretende abrir mão da receita bilionária gerada pelo modelo tradicional de distribuição.

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Mudanças

​Com a aquisição, a Netflix deixa de focar apenas em crescimento orgânico para se tornar uma gigante detentora de marcas icônicas, como a HBO e os estúdios Warner. Entenda:

  • ​Expansão de Catálogo: A plataforma passa a controlar um dos acervos mais valiosos de Hollywood;
  • ​Modelo Híbrido: A estratégia marca o fim da resistência da Netflix ao modelo de lançamentos teatrais em larga escala;
  • ​Poder de Mercado: A fusão consolida a liderança absoluta da empresa no setor de streaming global.

 

Pressão 

O caminho para a conclusão do negócio, prevista para se estender ao longo de 2026, não será livre de obstáculos, uma vez que a transação já desperta alertas de órgãos antitruste e críticas severas de concorrentes. 

Esse cenário de incerteza é alimentado, primeiramente, pelo escrutínio governamental, exemplificado por políticos americanos como o deputado Darrell Issa, que já enviaram solicitações formais ao Departamento de Justiça (DOJ) e à Comissão Federal de Comércio (FTC), exigindo uma análise rigorosa sobre os riscos de monopólio.