Logo

Variante BA.3.2 da Covid-19 aparece em 23 países e alerta autoridades

OMS diz que não há mais gravidade, mas aponta maior escape imunológico

Por: Redação

28/03/202613:35Atualizado

Identificada originalmente no final de 2024, a variante BA.3.2 da Covid-19 voltou a despertar a atenção das autoridades sanitárias globais após um aumento expressivo em sua circulação. De acordo com monitoramentos recentes, a linhagem já foi detectada em pelo menos 23 países, apresentando um crescimento notável entre novembro de 2025 e o início de 2026, especialmente em nações europeias como Alemanha, Dinamarca e Holanda, onde chegou a representar 30% das sequências registradas.

Vacina Covid 19 Fiocruz
Foto: Divulgação/Raquel Portugal/FioCruz

Embora análises preliminares indiquem que a BA.3.2 possui uma capacidade de escape imunológico superior às cepas anteriormente predominantes (como a JN.1 e a LP.8.1), a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que não há provas de que ela cause quadros clínicos mais severos. Os imunizantes disponíveis continuam sendo ferramentas eficazes para prevenir hospitalizações e mortes, mesmo diante das mutações da nova linhagem.

Leia mais:

Dia da Tuberculose: Veja quantas unidades de atendimento há em Salvador
Bahia recebe 1,3 milhão de doses contra gripe e inicia vacinação
Trump diz que acordo com Irã é incerto e mantém tom de pressão

Historicamente, o primeiro registro da variante ocorreu na África do Sul, em uma criança de cinco anos, mas foi a partir de setembro de 2025 que as notificações ganharam novo fôlego. Nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) identificou a presença do vírus tanto em viajantes internacionais quanto em amostras de esgoto de aeronaves e de diversos estados americanos. Até o momento, o Brasil não registrou casos oficialmente vinculados a essa linhagem específica.

Sintomas e prevenção

Em termos de sintomas, a BA.3.2 mantém o padrão das variantes anteriores, manifestando-se por meio de tosse, dores musculares e de cabeça, náuseas e falta de ar. Diante desse cenário, especialistas reiteram que as estratégias de prevenção permanecem inalteradas: manter o esquema vacinal atualizado, utilizar máscaras em situações de risco e priorizar a higienização das mãos continuam sendo as defesas mais eficientes para conter o avanço do vírus.