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Militares fazem lançamento aéreo para atender caso de hantavírus em ilha isolada

Equipe saltou sobre Tristão da Cunha com suprimentos médicos e oxigênio

Por: Redação

10/05/202613:26

Um salto de paraquedas em pleno Atlântico Sul marcou a resposta do Reino Unido a uma emergência médica em Tristão da Cunha, território ultramarino britânico apontado como o local habitado mais isolado do planeta. Militares foram mobilizados para atender um paciente com suspeita de Hantavírus na ilha.

Militares
Foto: Ilustrativa/Fernando Frazão/Agência Brasil

De acordo com o Ministério da Defesa, seis paraquedistas e dois médicos da 16ª Brigada de Assalto Aéreo desembarcaram após decolar em um avião de transporte A400M da Real Força Aérea britânica (RAF). Junto com a equipe, cilindros de oxigênio e outros insumos hospitalares foram lançados do ar para reforçar o atendimento.

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A decisão veio depois que a Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido (UKHSA) confirmou, na sexta-feira (8), uma suspeita de infecção por hantavírus em um cidadão britânico que está na ilha. O caso integra um grupo de três britânicos ligados ao surto associado ao cruzeiro MV Hondius.

Desafio em território remoto

Com cerca de 220 moradores, o arquipélago vulcânico não tem pista de pouso e só pode ser alcançado por barco. Os estoques de oxigênio estavam próximos do fim e a estrutura de saúde local conta com apenas dois profissionais, o que levou as autoridades a optar pelo envio aéreo como alternativa mais rápida.

A missão incluiu quase 6.800 quilômetros entre a base RAF Brize Norton, na Inglaterra, e a ilha de Ascensão. De lá, foram mais cerca de 3.000 quilômetros até o destino final, em uma operação que cruzou o oceano para garantir atendimento ao paciente.