Empresa nega entrega de dados à China após relato de base chinesa em Salvador
CEO destaque que a comunicação é somente de forma profissional
Por: Redação
05/03/2026 • 19:31
A startup brasileira Alya Nanossatélites, mencionada no relatório feito pela Câmara dos Deputados dos Estados Unidos sobre uma suposta ação da China de instalar na América Latina para fins militares, descartou, nesta quinta-feira (5), a possibilidade de ter fornecido dados ao governo chinês.
De acordo com o documento publicado pelo Congresso dos EUA, a China teria feito instalações secretas na América Latina com grande potencial militar. O relatório destaca duas bases localizadas no Brasil.
A empresa e a CEO, Aila Raquel, revelaram, ao g1, que a startup serve apenas para fins civis e comerciais, além de se limitar a fazer registros por satélite do território brasileiro.
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Dentro do conteúdo do Congresso, a Estação Terrestre de Tucano, que está localizada na Bahia, e tem como base o sistema Alya Nanossatélites em parceria com a empresa chinesa Beijing Tianlian Space Technology, é exemplificada como figurante na rede de instalações que a China procura usar na América Latina para fins militares.
Sobre o relatório
Em um dos relatórios apresentados nesta semana, os deputados norte-americanos mostram preocupação com a participação chinesa em uma estação na Bahia feita com uma empresa de satélites. A Comissão Seleta foi criada em 2023 pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos sobre Competição Estratégica entre os Estados Unidos e o Partido Comunista Chinês.
