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Chefe da inteligência iraniana morre em ataque atribuído a EUA e Israel

Irã confirma morte de general e eleva tensão em meio a conflitos recentes

Por: Redação

06/04/202608:33

A tensão no Oriente Médio ganhou um novo capítulo com a morte do chefe de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica. O general Majid Khademi morreu após um ataque ocorrido na manhã desta segunda-feira (6), segundo comunicado oficial divulgado pelo próprio governo iraniano.

Foto Chefe da inteligência iraniana morre em ataque atribuído a EUA e Israel
Foto: Reprodução/ TV estatal do Irã

De acordo com a nota publicada em canal oficial, a ofensiva foi atribuída a uma ação conjunta dos Estados Unidos e de Israel. O regime iraniano classificou o episódio como um “ataque terrorista criminoso”, reforçando o discurso de enfrentamento direto contra o que chama de eixo “americano-sionista”.

A morte de Khademi acontece em um contexto já marcado por escalada de conflitos. O general havia assumido o comando da inteligência após a morte de Mohammad Kazemi, morto em 2025 durante confrontos entre Irã e Israel, o que evidencia uma sequência de perdas estratégicas dentro da cúpula iraniana.

 

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Antes do ataque, o militar vinha adotando um tom duro contra potências estrangeiras. Em declarações recentes, chegou a acusar o então presidente Donald Trump de incentivar ações indiretas para desestabilizar o país, incluindo estratégias que, segundo Teerã, visariam justificar intervenções militares externas.

O cenário interno também pressiona o regime. Após protestos registrados no início do ano, autoridades iranianas alegaram envolvimento de serviços de inteligência estrangeiros, incluindo estruturas ligadas a Israel, o que ampliou ainda mais o clima de desconfiança e tensão geopolítica.

Dados da Human Rights Activists News Agency indicam que a repressão aos protestos deixou milhares de mortos, o que reforça o ambiente de instabilidade no país. Agora, com a morte de mais um nome-chave da segurança, o episódio deve intensificar o discurso de retaliação e aumentar a pressão no tabuleiro internacional.