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Sandro Régis critica política do cacau e carga tributária

Deputado aponta queda no preço do cacau como reflexo de políticas equivocadas

Por: Domynique Fonseca

04/03/202616:00

O deputado estadual Sandro Régis (União Brasil) afirmou que o setor produtivo baiano vem sendo prejudicado por decisões políticas e econômicas adotadas no estado e no país. A declaração foi dada nesta quarta-feira (4), durante entrevista ao Portal Esfera no Rádio, transmitido pela 97,5 FM, apresentado por Luis Ganem.

Foto Sandro Régis critica política do cacau e carga tributária
Foto: Pedro Henrique/ Portal Esfera

Ao comentar a situação da cacauicultura, o parlamentar chamou atenção para a recente queda no preço do produto: “O cacau ontem estava a 145. Já chegou a dar 400. Teve esse decréscimo todo.”

Na avaliação dele, a redução estaria ligada a uma política considerada inadequada na área de importação.

“É uma política errada, de uma legislação muito flexível nas questões fitossanitárias pelas importações das amêndoas da Costa do Marfim”, afirmou, acrescentando que a medida acaba impactando o produtor local.

Segundo o deputado, o cenário atual compromete a viabilidade econômica da atividade. “Qualquer coisa fica inviável”, declarou, ao mencionar investimentos feitos por empresas e produtores que dependem da estabilidade do mercado.

Críticas ao modelo econômico

Durante a entrevista, Sandro Régis ampliou as críticas ao ambiente de negócios no Brasil.

“Eu acho que o setor produtivo do país, que gera emprego, que gera renda, que é a locomotiva do país e da Bahia, ficou caro para o sistema manter o PT. Está caro produzir neste país”, afirmou.

Ele também citou a carga tributária como um dos principais entraves para quem empreende.

“A carga tributária é cada vez mais violenta. E a contrapartida do Estado, seja federal ou estadual, em saúde, infraestrutura, segurança pública, não existe”, disse.

Para o parlamentar, há uma insatisfação crescente entre produtores e empresários. “O que nós percebemos é uma grande vontade partindo dessas pessoas que produzem”, concluiu.