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Sandro Régis diz que solução para violência é “trocar o governador”

Deputado minimiza papel da AL-BA e centra responsabilidade no Executivo

Por: Marcos Flávio Nascimento

04/03/202612:50Atualizado

Durante entrevista ao Portal Esfera no Rádio, transmitida pela 97,5 FM e apresentada por Luis Ganem., o deputado estadual Sandro Régis (União Brasil) adotou um tom contundente ao falar sobre a violência na Bahia e resumiu sua proposta para enfrentar o problema a uma frase direta: é preciso “trocar o governador”.

Foto Sandro Régis diz que solução para violência é “trocar o governador”
Foto: Lorena Bomfim / Portal Esfera

Ao ser questionado sobre medidas concretas da oposição para a segurança pública, o parlamentar argumentou que a responsabilidade é essencialmente do Executivo. Segundo ele, o comando da política de segurança está no gabinete do governador e não no Legislativo.

“O Legislativo está para aprovar leis. Todas as leis de combate à violência enviadas pelo Executivo e que a oposição entende como positivas, nós votamos a favor”, afirmou.

Para o deputado, a definição de estratégias e diretrizes cabe exclusivamente ao chefe do Executivo estadual.

Segurança pública e disputa política

Na avaliação de Régis, o problema da criminalidade na Bahia decorre da falta de prioridade do governo estadual. Ele citou o estado de Goiás como exemplo de mudança de cenário após troca de gestão e reforçou que o enfrentamento ao crime depende de decisão política no topo da administração.

O deputado também elevou o tom ao afirmar que a Bahia vive um cenário de expansão de facções criminosas e criticou o que classificou como ausência de comando firme na área.

“Só quem pode resolver a questão da segurança é o gabinete do governador”, insistiu.

 

Papel da oposição na AL-BA

 

Apesar de afirmar que a segurança não é atribuição direta do Parlamento, Régis sustentou que a oposição cumpre seu papel ao fiscalizar, denunciar e votar favoravelmente a projetos que considera benéficos à população. 

“O que não podíamos fazer era apontar erros e depois votar contra projetos positivos”, declarou.

A fala, no entanto, reacende o debate sobre os limites e responsabilidades da Assembleia Legislativa da Bahia na formulação de políticas públicas. Se por um lado o Executivo concentra a gestão da segurança pública, por outro, o Legislativo possui instrumentos de fiscalização, pressão política e proposição de leis.