Policial investigada por homicídio tem salário ampliado após mudança de lei
Yasmin Cursino Ferreira tem apenas 21 anos
Por: Redação
18/04/2026 • 16:00
Uma mudança na legislação da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PM-SP) alterou a estrutura de cargos da corporação e impactou diretamente a situação funcional da agente Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, investigada por matar uma mulher na capital paulista. Publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira (17), a Lei nº 18.442 estabelece novas regras para promoção e inatividade de policiais militares.
Com isso, a classificação de “aluna-soldado” deixa de existir, e a agente passa a ser enquadrada como soldado, com ajuste salarial automático. A policial é investigada pela morte de Thawanna Salmázio, atingida por um disparo no peito na zona leste de São Paulo. O caso ocorreu há cerca de duas semanas e segue sob apuração.
Mudança é automática, diz secretaria
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), não houve promoção individual. A pasta afirma que a alteração segue o que determina a nova lei, que unificou as categorias de soldados.
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Antes, a carreira era dividida entre 1ª e 2ª classe. Com a nova norma, todos passam a integrar uma única nomenclatura, o que gerou uma equiparação salarial automática. No caso de quem estava na antiga 2ª classe, o reajuste é de aproximadamente R$ 480.
Investigação segue em andamento
Mesmo com a mudança administrativa, a situação da agente permanece sob análise. Ela está afastada das atividades enquanto o caso é investigado pela Corregedoria da PM e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.
As apurações devem esclarecer as circunstâncias da ocorrência e eventuais responsabilidades no episódio, que segue repercutindo no estado.
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