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Operação nacional mira preços de combustíveis em todo o país

Fiscalização apura aumentos e práticas que podem lesar consumidores

Por: Redação

27/03/202611:46Atualizado

Uma ação coordenada por órgãos federais intensificou, nesta sexta-feira (27), a fiscalização em postos de combustíveis em diferentes regiões do país. A iniciativa busca verificar se há irregularidades na formação de preços, especialmente diante das recentes variações no mercado internacional de petróleo.

Foto  Operação nacional mira preços de combustíveis em todo o país
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A operação é conduzida pela Polícia Federal, com apoio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

As equipes atuam de forma simultânea em diversas capitais, realizando inspeções para identificar possíveis abusos, como aumentos sem justificativa, alinhamento de preços entre concorrentes e outras práticas que possam comprometer a livre concorrência.

De acordo com os órgãos envolvidos, qualquer indício de irregularidade será analisado e poderá dar origem a investigações formais. A apuração inclui tanto a conduta de postos quanto de distribuidoras.

Pressão sobre preços

A mobilização ocorre em um cenário de tensão no mercado de combustíveis, influenciado pelo conflito no Oriente Médio. Apesar de medidas adotadas pelo governo federal para reduzir o impacto ao consumidor, como alterações tributárias e incentivos ao setor, há suspeitas de que parte dessas reduções não esteja sendo repassada integralmente.

Dados do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais indicam que, nas últimas semanas, houve aumento significativo nas margens de comercialização de combustíveis, incluindo diesel e gasolina.

Ao mesmo tempo, governos estaduais ainda discutem ajustes no ICMS, tema que segue em negociação com o Ministério da Fazenda. A expectativa é de que novas definições possam impactar diretamente os preços ao consumidor final.

A operação segue em andamento e não há, até o momento, um balanço consolidado das fiscalizações realizadas.