Governo Federal planeja recomprar Refinaria de Mataripe
Declaração ocorre após alta no preço dos combustíveis por conta da Guerra no Irã
Por: Redação
20/03/2026 • 19:00 • Atualizado
A alta do valor dos combustíveis no Brasil, ocasionada pela Guerra do Irã, fez com que o presidente Lula (PT) se manifestasse sobre a intenção do Governo Federal de recomprar a Refinaria Landulpho Alves (Mataripe), na Bahia, privatizada em 2021 na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Operada pela Acelen, a refinaria teve recentemente um reajuste de até 20% nos preços do diesel vendidos às distribuidoras, em meio ao esforço do governo para reduzir impostos e tentar conter a alta do preço dos combustíveis no país.
Sob a condição de que a medida pode levar tempo, o mandatário brasileiro afirmou que recomprar o terreno é fundamental para o governo e para o setor.
“Eles venderam a refinaria da Bahia, nós vamos comprar de volta. Pode demorar um pouco, mas nós vamos comprar”, declarou.
A fala aconteceu durante a cerimônia que marcou o anúncio de cerca de R$ 9 bilhões em investimentos na Petrobras. Inicialmente, serão investidos R$ 3,8 bilhões e gerados em torno de 8 mil postos de trabalho em ações da Regap, no período do atual Plano de Negócios da Petrobras (2026-30).
Aumentos em Mataripe
Nas últimas semanas, a refinaria que foi a primeira do Brasil e, que acabou vendida ao fundo Mubadala Capital por US$ 1,65 bilhão em 2021 na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve um aumento no diesel após um reajuste de 20% nos preços vendidos para as distribuidoras.
De acordo com a Acelen, empresa responsável pela refinaria, o litro do diesel S10 passou de R$ 4,18 para R$ 4,99, uma alta de 19,5%. Já o diesel S500 subiu de R$ 4,08 para R$ 4,89, aumento de 20%. A gasolina também teve reajuste de 7,4%, passando de R$ 3,05 para R$ 3,27.
“Os preços dos produtos da Refinaria de Mataripe para as distribuidoras seguem critérios de mercado que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, câmbio e frete, podendo variar para cima ou para baixo”, afirmou a empresa por meio de uma nota.
Na Bahia, a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-BA) começou a monitorar a formação dos valores cobrados por refinarias e postos no estado no âmbito da Operação De Olho no Preço e notificou a Acelen para prestar esclarecimentos sobre a política adotada nos últimos 30 dias.
