Oficial investigado por morte de PM diz que não teve participação
Oficial afirma que não teve participação na morte da esposa
Por: Redação
16/03/2026 • 09:27
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, afirmou não ter participação na morte da esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. A policial foi encontrada baleada dentro do apartamento onde o casal vivia, em São Paulo.
Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, o militar declarou que a companheira pode ter tirado a própria vida e acusou familiares dela de construir uma versão para responsabilizá-lo pela morte. O caso é investigado pela Polícia Civil do Estado de São Paulo como possível feminicídio.
Questionamentos sobre vídeo
Durante a entrevista, o oficial comentou um vídeo que circula nas redes sociais relacionado ao caso. Segundo ele, o material não retrataria a realidade e poderia ter sido manipulado com uso de inteligência artificial.
“Esse vídeo que estão divulgando não corresponde ao que aconteceu. Existe a possibilidade de ter sido produzido com inteligência artificial”, afirmou.
O tenente-coronel também comentou o laudo pericial que apontou marcas no pescoço da vítima. Ele disse não saber como as lesões foram provocadas e levantou a possibilidade de que a própria policial tenha causado os ferimentos antes de morrer.
Segundo o oficial, ele não teria provocado as marcas e reiterou que jamais faria mal à esposa. “Eu nunca faria isso. Não atiraria nem em um bandido desarmado, muito menos em alguém que eu amava”, declarou.
Conversa sobre separação
De acordo com o relato do militar, horas antes do ocorrido o casal teria conversado novamente sobre a possibilidade de separação. Ele afirma que já havia tentado formalizar o divórcio em três ocasiões anteriores, sem sucesso.
No dia da ocorrência, segundo o oficial, ele foi até o quarto da esposa pela manhã para falar sobre o assunto. Após a conversa, teria ido tomar banho. Momentos depois, disse ter ouvido um barulho no apartamento.
Ao sair do banheiro, afirmou ter encontrado a policial caída no chão e acionado ajuda.
Casamento em crise
Apesar de classificar o casamento como “maravilhoso”, o militar reconheceu que o relacionamento enfrentava dificuldades. Segundo ele, o casal já não dividia o mesmo quarto havia alguns meses.
Ele também negou qualquer histórico de agressões e afirmou que as discussões eram motivadas principalmente por ciúmes. O oficial disse ainda que o relacionamento não era bem aceito pela família da policial.
Investigação
A soldado foi encontrada ferida no apartamento do casal em 18 de fevereiro e chegou a ser levada ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, mas não resistiu aos ferimentos.
Durante as investigações, a polícia apreendeu uma pistola Glock calibre .40 pertencente à Polícia Militar do Estado de São Paulo, além de celulares e outros objetos.
A Justiça autorizou recentemente a exumação do corpo da policial para a realização de novos exames periciais. O inquérito corre sob sigilo e busca esclarecer as circunstâncias da morte, incluindo a possibilidade de suicídio ou de crime.
