Logo

Médico que matou colegas em SP já foi preso por racismo e agressão

Suspeito é CAC, tinha histórico de violência e atirou contra médicos em Alphaville

Por: Redação

19/01/202611:18Atualizado

O médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, de 44 anos, preso após matar a tiros dois colegas de profissão em Alphaville, bairro nobre de Barueri, na Grande São Paulo, já acumulava antecedentes recentes por violência, agressão física e injúria racial. O duplo homicídio ocorreu na noite da última sexta-feira (16) e teve forte repercussão no meio médico e na região.

Foto Médico que matou colegas em SP já foi preso por racismo e agressão
Foto: Reprodução/ Redes socias

Carlos Alberto foi preso no sábado (17), poucas horas após o crime, e autuado em flagrante. A Polícia Civil solicitou a conversão da prisão em preventiva. Segundo as autoridades, ele efetuou diversos disparos contra dois médicos com quem teria discutido momentos antes.

Antes do ataque em São Paulo, o médico havia sido detido em julho de 2025, em Aracaju (SE), após se envolver em um episódio de violência em um hotel de luxo da capital sergipana. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, ele chegou ao local apresentando sinais de embriaguez, agrediu funcionários, proferiu ofensas racistas e causou danos ao patrimônio.

Imagens do circuito interno registraram o momento em que Carlos Alberto empurra um funcionário, que cai ao chão, além de quebrar equipamentos da recepção. Um dos trabalhadores foi alvo de insultos racistas. O médico ficou preso por cerca de cinco dias e foi liberado após o pagamento de fiança de R$ 15.180, respondendo ao processo em liberdade, com medidas cautelares impostas pela Justiça.

Reprodução/ Redes sociais

Reprodução/ Redes sociais


Perfil do investigado

Conforme o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Carlos Alberto é formado pela Universidade do Extremo Sul Catarinense. Ele atua como diretor técnico da empresa Cirmed Serviços Médicos, que presta serviços à rede pública de saúde em cidades paulistas e em outros estados.

Em publicações institucionais, ele também se apresentava como CEO da empresa, que, segundo ele, teria como missão oferecer ao sistema público um padrão de atendimento semelhante ao da rede privada.

A Polícia Civil informou ainda que o médico possui registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC). No entanto, esse tipo de autorização não permite o porte de arma para defesa pessoal, e ele não estava legalmente autorizado a circular armado.

Crime em Alphaville

O duplo homicídio aconteceu por volta das 22h, em frente a um restaurante localizado na Avenida Copacabana, em Alphaville Plus. As vítimas foram identificadas como Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35.

Reprodução/ Redes socias

Reprodução/ Redes socias


Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, os três se encontraram casualmente no local e discutiram dentro do restaurante. Funcionários acionaram a Guarda Civil Municipal após a denúncia de que um dos envolvidos estaria armado.

Após a confusão inicial ser controlada, Carlos Alberto negou estar com uma arma. Minutos depois, já do lado de fora do estabelecimento, ele sacou uma pistola calibre 9 mm e atirou contra os colegas. Luís Roberto foi atingido por oito disparos e Vinicius por dois. Ambos morreram antes de receber atendimento médico.

A arma utilizada no crime, cápsulas deflagradas, documentos pessoais e cerca de R$ 16 mil em dinheiro foram apreendidos e encaminhados para perícia. As investigações seguem em andamento.