Justiça afasta PM após morte de mulher em abordagem em SP
Soldado é proibida de portar arma e deve cumprir restrições enquanto caso é investigado
Por: Redação
24/04/2026 • 11:26 • Atualizado
A Justiça determinou o afastamento da soldado da Polícia Militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, após a morte de uma mulher durante uma abordagem na Zona Leste de São Paulo. A decisão, proferida na última quarta-feira (22), impõe uma série de medidas cautelares que limitam a atuação da policial enquanto o caso segue sob investigação.
Entre as determinações judiciais estão a proibição de portar arma de fogo, de manter contato com testemunhas ou familiares da vítima e de deixar a comarca sem autorização. A policial também deverá permanecer em casa no período noturno, entre 22h e 5h. O juiz responsável pelo caso apontou a existência de indícios de autoria e materialidade do crime ao justificar as medidas.
A vítima, Thawanna Salmázio, mãe de cinco filhos, foi baleada no peito durante a ocorrência registrada na madrugada de 3 de abril, no bairro de Cidade Tiradentes. De acordo com as investigações, a situação teve início após um contato acidental entre o companheiro da vítima e uma viatura policial, o que levou a uma abordagem que evoluiu para confronto.
Reprodução/ Instagram @_loirinha_14/
Imagens de câmera corporal mostram parte da sequência. Após discussão no local, a policial desce da viatura e, em meio à troca de falas, efetua o disparo. Em seguida, ao ser questionada por outro agente, afirma que teria reagido após ser agredida.
Especialistas consultados por veículos de imprensa apontam possíveis falhas no procedimento adotado durante a abordagem, indicando que a situação fugiu dos protocolos operacionais.
Outro ponto investigado é o tempo de resposta no socorro à vítima. Registros indicam que o pedido de atendimento foi feito logo após o disparo, mas a chegada do resgate ocorreu cerca de 30 minutos depois. Thawanna foi encaminhada a uma unidade de saúde, mas não resistiu.
Laudo do Instituto Médico Legal apontou hemorragia interna como causa da morte. A Polícia Civil apura as circunstâncias do disparo e a eventual demora no atendimento. Paralelamente, órgãos de controle acompanham o caso para verificar possíveis responsabilidades administrativas.
