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Cubanos superam venezuelanos em pedidos de refúgio no Brasil

Brasil registrou 75.599 solicitações de refúgio em 2025

Por: Redação

22/06/202614:37Atualizado

Pela primeira vez em anos, os cidadãos cubanos ultrapassaram os venezuelanos e lideraram os pedidos de refúgio no Brasil em 2025. Os dados constam no relatório Refúgio em Números 2026, publicado nesta segunda-feira (22) pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) em parceria com o Ministério da Justiça. 

Sala de refugiados
Foto: Ilustrativa/Paulo Pinto/Agência Brasil

O documento revela que o país registrou 75.599 solicitações de refúgio no ano passado, número que representa uma alta de 10,9% frente a 2024, consolidando o terceiro maior volume já registrado na série histórica, superado somente pelos anos de 2018 e 2019.

Essa movimentação confirma a tendência de retomada dos fluxos migratórios iniciada em 2022, após o período de fronteiras fechadas devido à pandemia de Covid-19. 

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Nacionalidades

Do total de requerimentos encaminhados ao Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), os cubanos responderam por 41.919 notificações (55,4%), indicando uma expressiva disparada de 88,1% em relação ao ano anterior.

O ranking de solicitações seguiu com a Venezuela na segunda posição (21.233), vindo depois a Colômbia (1.432), Angola (1.253), Marrocos (888) e Gana (792).

O forte êxodo de Cuba é atribuído ao colapso econômico e ao acirramento das tensões geopolíticas com Washington. 

Desde janeiro, o governo de Donald Trump impõe um bloqueio ao fornecimento de petróleo para a ilha, desencadeando apagões massivos e obrigando a administração cubana a adotar reformas emergenciais de austeridade.

Norte concentra refugiados

Enquanto isso, no Brasil, a Região Norte segue sendo a principal porta de entrada e concentração desses migrantes, acumulando mais de 50% dos processos avaliados pelo Conare em 2025. 

O estado de Roraima liderou isolado com 16.166 pedidos decididos (32% do montante nacional), seguido pelo Amapá (6.372) e pelo Amazonas (2.445), tendo como origens predominantes a Venezuela, Cuba e a Colômbia.