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Corretora morta alertou Justiça e crime pode ter ocorrido em 8 minutos

Novos desdobramentos reforçam ameaças prévias e dinâmica do assassinato em Caldas Novas

Por: Redação

30/01/202611:35

Dois novos desdobramentos lançam mais luz sobre a morte da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, assassinada em Caldas Novas, em Goiás. Antes de ser morta, ela procurou a Justiça e afirmou temer pela própria vida, além de as investigações indicarem que o crime pode ter ocorrido em um intervalo de apenas oito minutos, dentro do condomínio onde morava.

Foto Corretora morta alertou Justiça e crime pode ter ocorrido em 8 minutos
Foto: Reprodução

Semanas antes do homicídio, Daiane enviou um e-mail ao 2º Juizado Especial Cível e Criminal de Caldas Novas, no qual relatou uma sequência de ameaças, ofensas e violência psicológica. No documento, a corretora afirmou sofrer ataques constantes de cunho misógino, que estariam ligados a uma disputa profissional no condomínio. “Tenho medo e receio de minha própria vida”, escreveu ao solicitar medidas cautelares de urgência.

No relato encaminhado ao Judiciário, Daiane apontou como autores das agressões Maicon Douglas de Oliveira, corretor e filho do síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, e o próprio pai. Segundo ela, as ofensas incluíam mensagens humilhantes nas redes sociais, com comentários preconceituosos sobre idade e condição financeira, configurando violência psicológica reiterada. Ambos são investigados no caso.

Outro dado novo revelado pela Polícia Civil diz respeito à dinâmica do crime. De acordo com o delegado André Luiz Barbosa, Daiane foi morta em um intervalo de oito minutos. Câmeras de segurança mostram a corretora entrando no elevador por volta das 18h59 e seguindo para o subsolo do prédio, onde desapareceu. Após esse horário, apenas uma outra pessoa foi vista acessando o local, às 19h08, o que delimita o período em que o assassinato teria ocorrido.

As investigações também indicam que Daiane gravava vídeos com o celular enquanto se deslocava pelo condomínio, após perceber que o apartamento estava sem energia elétrica. Um dos vídeos, segundo a polícia, não chegou a ser enviado e pode conter informações relevantes para o inquérito.

O síndico Cléber Rosa de Oliveira está preso e confessou o crime, enquanto a polícia apura possível participação do filho, Maicon, especialmente na tentativa de obstrução das investigações. O caso segue sob apuração, com análise de imagens, perícias técnicas e do conteúdo apreendido pelos investigadores.