Trilha no Paraná: Thayane nega denúncia de assédio e chama Betinho de "noia"
Jovem diz que houve tentativa de aproximação recusada e relata frustrações
Por: Redação
02/02/2026 • 16:52 • Atualizado
Thayane Smith usou as redes sociais para se pronunciar publicamente neste domingo (1º) sobre os acontecimentos envolvendo Roberto Freitas, conhecido como "Betinho", durante a trilha realizada no início de janeiro no Pico Paraná. Em uma série de vídeos, a jovem negou ter sido vítima de assédio ou violência sexual.
Segundo Thayane, houve uma tentativa inicial de aproximação por parte de Roberto, prontamente recusada. “Ele não me tocou em nenhum momento. Ele até tentou, mas eu falei: ‘não, Roberto, eu não quero’, e ele falou: ‘ok’”, declarou. Ela relatou que, em um segundo momento, voltou a impor limites. “Eu falei: ‘não faça isso’. Ele disse que não faria.”
Outro ponto que gerou grande repercussão foi a presença de preservativos durante a trilha. Ela explicou que havia, sim, a expectativa de que pudesse acontecer algum envolvimento. “Não foi à toa que eu levei um pacote de oito camisinhas. Eu fui lá pra cima com o intuito de relaxar, de ficar feliz”, afirmou. No entanto, segundo ela, o interesse diminuiu rapidamente. “Chegando lá, foi totalmente brochante.”
“Muita gente pensou que eu ia divulgar um pronunciamento de assédio, mas eu não vou me rebaixar a esse nível de inventar uma mentira dessas. Ele não me tocou, não tentou me estuprar e não fez nada forçado comigo”, disse.
Assista:
Thayane contou que conheceu Roberto no fim de novembro, em Curitiba, e se encontrou com ele duas vezes antes de convidá-lo para a aventura. Segundo ela, escolheu a companhia por acreditar que ele tinha preparo técnico. Durante a trilha, no entanto, disse ter se frustrado. “Eu não me sentia segura com o Roberto do meu lado, porque ele não passava segurança. Se acontecesse alguma coisa comigo, eu ia ter que me salvar”, declarou.
Ela também explicou relatos de que teria sido agressiva verbalmente. Segundo Thayane, o episódio ocorreu durante a noite, quando queria dormir e Roberto “não parava de falar”. “Foi nesse momento que eu mandei ele calar a boca”, contou. Thayane confirmou que dormiu nua, coberta apenas por uma jaqueta, porque as roupas haviam se molhado com a chuva.
Disse ainda que pediu para dormir abraçada com Roberto para se aquecer, mas reforçou que manteve limites claros. Ela relatou um episódio específico durante a noite. “Na hora que a gente tava dormindo, eu senti a mão dele no meu peito, mas eu tirei a mão dele e falei: ‘não, Roberto, não faça isso’”, contou.
Desaparecimento e acusação de abandono
Sobre as acusações de abandono, Thayane negou veementemente. Segundo ela, Roberto começou a passar mal por volta das 4h da manhã, já durante a descida, quando estavam acompanhados de um homem e um casal. “Eu voltei pra ver como ele estava e chamei o resto do grupo para ajudar”, disse.
Ela afirmou que seguiu à frente em determinado momento para ver o nascer do sol, aguardou no pico e, depois, no acampamento. “Eu dormi no local até as 9h esperando ele”, relatou. “Se eu tivesse abandonado, eu teria desmontado minha barraca e ido embora sem avisar.”
Thayane contou que, após horas de buscas, decidiu retornar sozinha. “Eu vou sair na frente e eu vou me salvar. Não adianta eu acompanhar uma pessoa aqui que nenhum de nós dois tem condições de estar em busca de uma pessoa”, afirmou.
Após a repercussão do caso, Thayane fez novas publicações acusando Roberto de uso de drogas ilícitas e de construir uma imagem pública que, segundo ela, não corresponde à realidade. “Vocês conheceram o Betinho, e não o Roberto de verdade. Digo e repito, Roberto é um drogado usuário de cachaça, de maconha, cocaína, e todos os tipos de drogas ilícitas alucinógenas”, disse.
O caso segue repercutindo nas redes sociais e já envolve desdobramentos no Ministério Público. Até o momento, Roberto não respondeu publicamente às novas acusações feitas por Thayane.
