IBGE destaca vilões da inflação em dezembro no Brasil
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,33%
Por: Redação
09/01/2026 • 11:30 • Atualizado
De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro de 2025 foi de 0,33%, em cerca de seis grupos pesquisados. A pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira (9), referente ao último mês do ano, onde destacou a maior variação na inflação no transporte com 0,74%.
Com isso, o setor conformou cerca de 0,15 pontos percentuais da inflação de todo o mês, ou seja, respondendo por quase metade do índice. Um dos principais destaques é a elevação nos transportes por aplicativo, que teve uma porcentagem de 13,79%, enquanto as passagens aéreas foram de 12,61%. Este último subitem teve o maior impacto individual no resultado do mês (0,08 p.p.).
Já os combustíveis tiveram um recuo de 0,32% no mês de novembro, porém, em dezembro apresentaram um aumento de 0,45%: etanol (2,83%); gás veicular (0,22%); gasolina (0,18%) e óleo diesel (-0,27%).
De acordo com o gerente do IBGE, Fernando Gonçalves, o grupo habitação foi o único com recuo. “Esse resultado foi motivado pela vigência, em dezembro, da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em novembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescentava R$ 4,46 para o mesmo nível de consumo”, afirmou.
Veja a variação do IPCA por grupos
- Alimentação e bebidas: 0,27%;
- Habitação: -0,33%;
- Artigos de residência: 0,64%;
- Vestuário: 0,45%;
- Transportes: 0,74%;
- Saúde e cuidados pessoais: 0,52%;
- Despesas pessoais: 0,36%;
- Educação: 0,08%;
- Comunicação: 0,37%.
Os rivais de 2025
Considerados vilões de 2025, após pesquisa do IBGE, cerca de 377 subitens entraram na lista com o cálculo do IPCA. A energia elétrica residencial exerceu o maior impacto (0,18 p.p), individualmente, na inflação de 2025, acumulando alta de 12,31% no ano.
Já em segundo lugar aparecem os cursos regulares, com 0,29 p.p. de impacto e 6,54% de variação no ano. Também houve participação importante de: plano de saúde (6,42%); aluguel residencial (6,06%); e lanche (11,35%).
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