Dívida pública federal chega a quase R$ 9 trilhões em janeiro
Alta foi impulsionada pela apropriação de juros, aponta relatório do Tesouro Nacional
Por: Redação
25/02/2026 • 15:37 • Atualizado
A dívida pública federal atingiu R$ 8,64 trilhões em janeiro de 2026, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Tesouro Nacional. O valor representa uma leve alta de 0,07% em relação ao mês anterior.
De acordo com o Relatório Mensal da Dívida (RMD), o aumento foi provocado principalmente pela apropriação positiva de juros, que somou R$ 74,79 bilhões. O impacto foi parcialmente compensado pelo resgate líquido de R$ 68,76 bilhões.
A composição da dívida ficou distribuída da seguinte forma:
🪙 Taxa flutuante (Selic): 49,42%;
🪙 Índices de preços (IPCA): 26,35%;
🪙 Prefixados: 20,65%;
🪙 Câmbio: 3,58%.
Entre os detentores da dívida, as instituições financeiras seguem como principais credoras, com participação de 31,92%, mesmo após queda no estoque para R$ 2,6 trilhões.
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Na sequência aparece a Previdência Social com 22,66% (R$ 1,8 trilhão), fundos de investimento com 21,36% (R$ 1,7 trilhão), não residentes com 10,69% (R$ 890 bilhões), seguradoras com 3,63% (R$ 302 bilhões) e o governo: 2,76% (R$ 230 bilhões).
O chamado “colchão” da dívida, como é a reserva de liquidez mantida na Conta Única do Tesouro no Banco Central, caiu 8,59% em janeiro, passando de R$ 1,1 trilhão para R$ 1 trilhão.
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