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Seu filho faz birra? Ciência explica o que está por trás do comportamento

Choro, gritos e explosões podem estar ligados ao desenvolvimento emocional infantil

Por: Redação

08/09/202609:30

Choro, gritos e até se jogar no chão são comportamentos comuns durante as birras na infância. Embora muitas vezes sejam interpretados como “manha” ou tentativa de manipulação, especialistas apontam que, na maioria dos casos, as crises estão relacionadas à dificuldade da criança em regular emoções como raiva, medo e frustração, enquanto habilidades de autocontrole ainda estão em desenvolvimento.

Foto Seu filho faz birra? Ciência explica o que está por trás do comportamento
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Durante uma explosão emocional, a capacidade de esperar, aceitar limites, controlar impulsos e colocar sentimentos em palavras ainda pode não ser suficiente para lidar com a situação. Isso não significa, porém, que uma criança não possa aprender que a birra produz resultados. Quando uma crise faz com que um limite seja retirado repetidamente, ela pode associar o comportamento à conquista do que deseja, ainda que não esteja atento para manipular deliberadamente os adultos.

Nesses momentos, acolher a emoção não significa ceder. O adulto pode considerar a frustração, “eu sei que você ficou bravo porque queria continuar brincando” e, ao mesmo tempo, manter o limite. Depois da crise, ajudar a criança a identificar e nomear o que se sente também contribui para o desenvolvimento de formas mais agradáveis ​​de expressão.

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As birras tendem a diminuir à medida que a linguagem e o controle dos impulsos amadureceram. Quando as crises são muito frequentes, prolongadas, intensas ou interferem na rotina da criança e da família, entretanto, é importante buscar uma avaliação profissional. Mais do que perguntar apenas como interromper a birra, compreender o que uma criança ainda não consegue administrar pode ajudar a lidar melhor com o comportamento.