Protetor solar é essencial para prevenir danos à pele, alerta médica
Flávia Bulhões destaca importância da reaplicação do protetor solar e da hidratação no verão
Por: Domynique Fonseca
13/01/2026 • 12:57 • Atualizado
Os cuidados com a pele durante o verão, especialmente em relação à exposição solar, uso correto do protetor e hidratação, foram tema do programa Portal Esfera no Rádio, exibido nesta terça-feira (13) na Itapoan FM (97,5). Apresentado por Luis Ganem, o programa recebeu a dermatologista Flávia Bulhões (@flaviabulhoes), que esclareceu dúvidas comuns dos ouvintes e fez alertas importantes sobre prevenção de danos à pele.
Durante a entrevista, a especialista explicou que não há impedimento para o uso do mesmo protetor solar no rosto e no corpo, sobretudo para quem não pode investir em produtos diferentes. Segundo ela, o mais importante é que o protetor tenha fator de proteção solar (FPS) mínimo de 30 e seja reaplicado de forma correta.
“Os protetores específicos para o rosto costumam ter uma textura mais agradável e espalham melhor, mas não é obrigatório. O essencial é usar”, afirmou.
A dermatologista ressaltou ainda que protetores com cor oferecem uma proteção adicional contra a luz visível, sendo especialmente indicados para pessoas com melasma ou tendência à hiperpigmentação.
“Eles não protegem apenas contra a radiação ultravioleta, mas também ajudam a reduzir os efeitos da luz visível sobre a pele”, explicou.
Em relação à reaplicação, Flávia Bulhões destacou que a recomendação geral é reaplicar o protetor a cada duas horas quando há exposição direta ao sol, algo comum no verão. Para pessoas que trabalham em ambientes fechados, a orientação pode ser mais flexível.
“Nesses casos, aplicar pela manhã e reaplicar na hora do almoço costuma ser suficiente”, disse. Já para pacientes com histórico de câncer de pele, pele sensível ou melasma, a reaplicação deve ser mais frequente.
A médica também chamou atenção para a mudança de comportamento da população ao longo dos anos. Segundo ela, no passado, o uso inadequado do sol era comum, inclusive com produtos que aceleravam o bronzeamento.
“Hoje a gente tem estudos que comprovam os malefícios da exposição solar excessiva e os riscos do câncer de pele, algo que antes não era tão difundido”, pontuou.
Sobre a doença, Flávia destacou que o câncer de pele pode atingir pessoas de todas as tonalidades. Apesar de ser mais frequente em peles claras, há subtipos que acometem também pessoas negras, reforçando a importância da proteção solar para todos.
Outro ponto abordado foi o uso de cremes clareadores. A dermatologista alertou para os riscos da automedicação e do uso indiscriminado desses produtos.
“Existem substâncias muito eficazes, mas que não podem ser usadas por longos períodos e podem causar efeitos colaterais, como manchas brancas ou efeito rebote”, explicou, reforçando a necessidade de avaliação com um dermatologista.
Flávia Bulhões desmistificou a ideia de que o sol do meio-dia seria benéfico para a produção de vitamina D. Segundo ela, pequenas exposições ocasionais, de 5 a 30 minutos, duas vezes por semana, já são suficientes.
“Isso não justifica ficar exposto ao sol por uma ou duas horas nos horários de maior radiação, entre 10h e 16h”, concluiu.
