Gripe aviária: Brasil confirma novos casos e reforça vigilância
Segundo a ADAB a prioridade, nesse momento, é proteger a avicultura baiana
Por: Lorena Bomfim
29/05/2025 • 12:03 • Atualizado
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) confirmou, uma nova suspeita de gripe aviária no município de Gaurama , no Rio Grande do Sul. O estado gaúcho concentra os focos mais recentes e se tornou o epicentro da atenção sanitária nacional.
Apesar do risco de transmissão para humanos continuar considerado baixo pela Organização Mundial da Saúde (OMS) , a propagação entre aves e mamíferos preocupa o setor produtivo e as autoridades sanitárias. O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, já enfrenta restrições comerciais impostas por mais de 30 países após a confirmação do caso em granja comercial.
Para discutir as estratégias de biosseguridade em relação à Gripe Aviária (H5N1) no país, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) participou no dia 22/05 de uma reunião do Comitê Estadual de Sanidade Avícola (Coesa), que cumpre um papel importante na cadeia produtiva do setor.
A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), vinculada à Seagri, realizou o rastreamento do trânsito de ovos férteis e pintos oriundos de granjas matrizeiras das lesões afetadas, tendo sido confirmada a inexistência - até aquele momento - de circulação desses materiais entre o Rio Grande do Sul e a Bahia.
Com o aumento da vigilância nas granjas e da inspeção sanitária dos produtos, as autoridades garantem que o consumo de carne de frango permaneça seguro, mesmo diante do recente foco de gripe aviária no país. Estas medidas reforçam o compromisso com a segurança alimentar e a proteção da saúde da população.
Segundo a Associação Baiana de Avicultura (Aba), a Bahia produz cerca de 60% da proteína de frango que consome, os outros 40% são provenientes de outros estados, em sua maioria, de Minas Gerais, devido à proximidade territorial.
