Estudo brasileiro aponta eficácia de injeção contra o HIV
Cabotegravir teve menor incidência de infecção que a PrEP oral
Por: Redação
25/09/2026 • 18:00
Um estudo realizado por cientistas brasileiros apontou que o cabotegravir injetável é uma alternativa eficaz de profilaxia pré-exposição (PrEP) contra o HIV. A pesquisa, publicada nesta quinta-feira (25) na revista científica The Lancet Regional Health – Americas, contou com a participação de especialistas do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).
Durante um ano, 1.447 pessoas de 18 a 30 anos, que nunca haviam utilizado PrEP e eram HIV-negativas, foram acompanhadas em serviços públicos de saúde de Campinas, Florianópolis, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Entre os participantes estavam homens cis, homens trans, mulheres trans e pessoas não binárias, que puderam escolher entre o cabotegravir injetável e a PrEP oral diária.
Entre os que optaram pelo medicamento injetável, foram registradas três novas infecções, com incidência de 0,20 caso por 100 pessoas ao ano. Já no grupo que escolheu a PrEP oral, ocorreram 18 infecções, com incidência de 1,48 caso por 100 pessoas ao ano. O estudo também apontou maior preferência pela aplicação: 82,9% dos participantes escolheram o cabotegravir, contra 17% que optaram pelos comprimidos.
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A Anvisa aprovou o uso do cabotegravir no Brasil em junho de 2023, mas o medicamento ainda não está disponível no SUS. A incorporação depende de avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), processo que, segundo o Ministério da Saúde, já foi iniciado. Durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, em julho, o ministro Alexandre Padilha afirmou que novas tecnologias podem ampliar as opções de prevenção e facilitar a adesão ao tratamento.
