Alzheimer: Brasil terá nova medicação para estágio inicial da doença
Droga é indicada para estágio inicial da doença e exige aplicação quinzenal
Por: Redação
20/04/2026 • 09:20
O Brasil deve receber, no fim de junho, um novo medicamento voltado ao tratamento do Alzheimer. O lecanemabe foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro de 2025, e o preço já foi definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A expectativa é que o produto comece a ser comercializado nas próximas semanas.
Desenvolvido pelas farmacêuticas Eisai e Biogen, o fármaco amplia as opções terapêuticas para pacientes em estágio inicial da doença. Diferentemente dos tratamentos tradicionais, o lecanemabe atua diretamente nas placas beta-amiloide acumuladas no cérebro, consideradas uma das principais características do Alzheimer. Segundo os fabricantes, o medicamento reduz esses depósitos e dificulta a formação de novos. Em estudos clínicos, houve redução de 27% no declínio cognitivo ao longo de 18 meses. De acordo com os laboratórios, o tratamento “resulta em mais tempo de memória preservada, independência e dignidade”.
O principal estudo que embasou a aprovação foi publicado no The New England Journal of Medicine e acompanhou 1.795 pacientes durante um ano e meio. A administração é feita por infusão intravenosa a cada duas semanas, em centros especializados, com necessidade de monitoramento médico para avaliação de possíveis efeitos adversos.
O custo mensal do tratamento no Brasil deve variar entre R$ 8 mil e R$ 11 mil, a depender do peso do paciente e da carga tributária estadual. Ainda não há previsão de cobertura pelos planos de saúde nem de incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).
