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Valor da cesta básica reduz após cinco meses seguidos de alta em Salvador

Lista tem alimentos fundamentais como flocão de milho e feijão

Por: Redação

03/07/202614:20Atualizado

A cesta básica dos soteropolitanos passou a custar R$ 651,78 em junho deste ano, resultado que apontou a queda de 0,80% no valor bruto de R$ 5,23, comparado ao mês de maio. É o que calculou a A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O balanço compreende 3.397 cotações de preços realizadas em 89 estabelecimentos comerciais da capital baiana.

pessoas fazendo compras em mercado
Foto: Joá Souza/GOVBA

No geral, entre os 25 produtos da cesta, 13 registraram redução nos preços. São eles: linguiça calabresa (-7,96%), maçã (-7,57%), cebola (-5,05%), queijo muçarela (-4,77%), pão francês (-4,25%), tomate (-4,23%), banana-prata (-4,19%), farinha de mandioca (-4,09%), carne de segunda (-3,34%), açúcar cristal (-2,03%), arroz (-1,98%), café moído (-1,50%) e carne de primeira (-0,86%). Por outro lado, 12 produtos apresentaram crescimento: flocão de milho (15,64%), cenoura (8,38%), feijão (7,72%), queijo prato (6,98%), carne de sertão (6,57%), batata inglesa (6,49%), óleo de soja (3,35%), ovos de galinha (2,15%), leite (1,84%), frango (1,08%), manteiga (0,33%) e macarrão (0,22%).

Para que essa redução de custo ocorresse, alguns fatores foram fundamentais, a exemplo das condições meteorológicas, do encerramento de ciclos produtivos e do comportamento das demandas interna e externa atuaram. É o que indicou o economista da SEI, Denilson Lima.

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Diferentemente da linguiça calabresa e da maçã, o flocão de milho é o produto que apresentou a maior alta do mês (15,64%).

Feijão, arroz e outros 

Dos 25 produtos integrantes do kit básico de Salvador, em junho de 2026, o subconjunto dos ingredientes relativos ao almoço soteropolitano – composto por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola – apresentou redução de 0,53% e foi responsável por 38,58% do valor da referida Cesta.

Ainda assim, o subgrupo de gêneros alimentícios próprios da refeição matinal soteropolitana – formado por café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho – caiu 1,19% e assumiu a responsabilidade de 31,81% do valor da Cesta no mês de junho de 2026.

No mais, no mesmo período do ano, dos 25 produtos, o tempo gasto pelo trabalhador soteropolitano para conseguir comprar uma cesta básica foi de 95 horas e 37 minutos, equivalente ao comprometimento de 43,47% do valor líquido de um salário mínimo de R$ 1.499,43, após desconto do valor de 7,50% da contribuição para a Previdência Social, de acordo com a pesquisa.