Psicoterapeuta alvo de operação do MP-BA detalha acusações de assédio
Jordan Campos disse que denúncias semelhantes já haviam sido analisadas
Por: Redação
27/05/2026 • 17:00
Um dia após a Operação Catarse ser deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), o psicoterapeuta Jordan Van Der Zeijden Campos usou as redes sociais, nesta quarta-feira (27), para se posicionar sobre as acusações que apura. Investigado por suspeitas de violação sexual mediante fraude, assédio sexual e estelionato, ele declarou que nunca praticou os atos atribuídos a ele.
Na publicação, Jordan afirmou que atua há mais de duas décadas na área de desenvolvimento humano e destacou que sua trajetória profissional foi construída de forma pública, com atendimentos, cursos, palestras e eventos. O terapeuta também ressaltou que o caso ainda está sob investigação e que não existe decisão judicial condenatória.
“É preciso iniciar dizendo com clareza que sou totalmente inocente das acusações que vêm sendo feitas. Nunca pratiquei assédio, abuso ou qualquer forma de exploração contra quem quer que seja. Na verdade, eu sempre lutei exatamente contra esse tipo de situação”, aponta o profissional de saúde mental.
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As investigações conduzidas pelo MP-BA identificaram, até o momento, pelo menos quatro mulheres como possíveis vítimas. De acordo com o órgão, elas mantinham vínculo com o investigado por meio de acompanhamento psicológico ou participação em cursos ministrados por ele.
Conforme as apurações, o terapeuta teria se aproveitado da relação profissional e do acesso a informações pessoais das mulheres para obter vantagens de natureza sexual e financeira.
Durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 960 mil em bens ligados ao psicoterapeuta. A decisão também suspendeu atividades relacionadas à psicoterapia, palestras, cursos e comercialização de materiais vinculados ao investigado.
Terapeuta menciona arquivamento anterior
Ao comentar o caso, Jordan declarou que parte das denúncias já havia sido apresentada anos atrás por algumas das pessoas citadas atualmente. Segundo ele, o conteúdo chegou a ser analisado pelo Ministério Público do Trabalho e terminou arquivado após meses de investigação.
“Parte dessas acusações já havia surgido anos atrás envolvendo algumas das mesmas pessoas mencionadas agora. Na época, houve investigação no Ministério Público do Trabalho durante meses, e aquele procedimento acabou arquivado por ausência de provas relacionadas às acusações apresentadas naquele momento. A diferença é que naquela época não houve essa repercussão pública e midiática que estamos vendo agora”, completou.
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